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PF afirma que lobista tinha autorização para agir em nome de Lulinha

PF afirma que lobista tinha autorização para agir em nome de Lulinha

Brasil Estado | 19/08/2026 às 07:15 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) afirma que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava ter autorização para agir em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A informação consta em relatório de um novo inquérito sobre o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa de Lulinha, porém, afirma que ele não responde por declarações feitas por Roberta. O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as afirmações da PF como “ilações irresponsáveis” e acusou setores da corporação de agir com objetivos eleitorais. Também criticou vazamentos seletivos.

A defesa de Roberta afirmou que a divulgação de informações prejudica as investigações e pediu que o Ministério da Justiça apure o caso. Já a defesa de Lulinha disse que não pode comentar mensagens sem autenticidade comprovada.

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Roberta afirmou ser representante de Lulinha em uma conversa com Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha. Gaspar é investigado por suspeita de participar de desvios no INSS. A PF suspeita que ele atuava com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Roberta na prospecção de negócios federais.

Três inquéritos no STF

Os diálogos levaram à abertura de três novos inquéritos no Supremo Tribunal Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência. O primeiro investiga negócios com o Ministério da Saúde. O segundo apura suspeitas na Dataprev. O terceiro trata da atuação em outra área do governo federal.

A empresária Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Instagram/Roberta Luchsinger

A PF pediu a abertura dos inquéritos no fim de julho, com base em provas da investigação sobre o INSS. A apuração busca verificar se Lulinha era sócio oculto de Antônio Camilo Antunes e se Roberta pagou despesas de viagens do filho do presidente.

Conversas também indicam pagamentos de boletos e despesas de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência. Ribeiro afirmou ter recebido um empréstimo e quitado R$ 249 mil. A PF ainda identificou diálogos entre Roberta e Ribeiro sobre a compra de joias para a esposa do ex-assessor.

Roberta enviou a Ribeiro a minuta de um contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Segundo a PF, a conversa indica uma tentativa de obter ajuda do assessor presidencial para fechar o negócio. O diálogo, porém, não mostra o encaminhamento da minuta a outra instância do governo.

https://youtu.be/TKk77WZoTIY?si=9nccNSEjMWg8ABy7

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