O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os presidentes das 27 seccionais estaduais pediram nesta quarta-feira, 9, ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, das ações relacionadas à Operação Compliance Zero e às mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A entidade argumenta que Gonet não teria a neutralidade necessária para atuar no caso. O procurador-geral foi mencionado no relatório da Polícia Federal que revelou as mensagens. Segundo a investigação, Vorcaro teria bancado uma viagem do filho de Gonet a Londres em meados de 2025. Mensagens também indicariam que Gonet teria conversado com Vorcaro por intermédio do advogado Ciro Soares.
OAB quer substituição
A OAB afirmou ainda que Gonet foi pessoalmente intimado pelo ministro Edson Fachin a prestar esclarecimentos sobre um procedimento relacionado à atuação da PF. Por isso, na avaliação da entidade, ele não deveria atuar como fiscal da lei na análise dos mesmos fatos.
A Ordem sugeriu que a manifestação do Ministério Público Federal seja apresentada pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand. Além do afastamento de Gonet, a OAB pediu acesso a provas, relatórios, decisões e manifestações, inclusive documentos sob sigilo.
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A Ordem defende a abertura de investigações sobre eventuais ilícitos cometidos por autoridades, independentemente do cargo. Outra iniciativa é a criação de uma comissão formada pela diretoria do Conselho Federal e presidentes de seccionais para analisar documentos e elaborar um parecer sobre a conduta de ministros do STF.
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