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Brasil Estado | 17/09/2026 às 19:45 | há 3 semanas | 3 min de leitura

Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre políticas de inclusão digital registra que cerca de 30 milhões de brasileiros permanecem sem acesso à internet.

Outros 64 milhões enfrentam restrições severas de uso pelo esgotamento dos pacotes de dados móveis, segundo o diagnóstico.

O trabalho também identifica riscos que podem comprometer o futuro Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID). Entre eles estão:

  • a indefinição de fontes estáveis de financiamento;
  • a falta de informações centralizadas sobre as iniciativas existentes; e
  • a possibilidade de priorizar a instalação de redes sem enfrentar as dificuldades financeiras da população.

O levantamento mapeou políticas, programas e projetos do governo federal, de Estados e municípios, da iniciativa privada e do terceiro setor.

O objetivo é fornecer subsídios para a elaboração do plano nacional, que tem o Ministério das Comunicações como principal órgão responsável.

https://www.youtube.com/watch?v=knll3L-mvQY

Custo e falta de equipamentos do governo Lula dificultam acesso

Os dados reunidos no trabalho mostram que apenas 20% das famílias se enquadram no parâmetro de acessibilidade financeira considerado ideal: gastar menos de 2% da renda familiar com conectividade.

A disponibilidade de equipamentos também é limitada. Somente 32% dos domicílios possuem computador. Nas classes D e E, a proporção cai para 10%; nas áreas rurais, fica em 15%.

O diagnóstico ressalta que ampliar a infraestrutura, isoladamente, não basta para promover inclusão digital.

Além de uma conexão disponível, a população precisa ter condições de pagar pelo serviço, equipamentos adequados e conhecimento para utilizar as ferramentas.

Entre as iniciativas federais mapeadas, 43% se concentram em serviços públicos digitais e transformação do Estado, enquanto 7% estão voltadas ao acesso a dispositivos.

Plano enfrenta riscos de financiamento e coordenação

O levantamento aponta a ausência de um mecanismo padronizado e centralizado para registrar continuamente as iniciativas de inclusão digital no país.

Essa lacuna dificulta a consolidação de informações e torna os diagnósticos dependentes de pedidos pontuais a órgãos e entidades, com baixa taxa de resposta.

Outro risco é a falta de uma fonte estável de financiamento de longo prazo. A dependência de obrigações regulatórias gera incerteza sobre os projetos.

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O trabalho também alerta que um prazo curto de elaboração pode prejudicar consultas públicas amplas e a participação de populações vulneráveis.

Divergências entre os responsáveis pela formulação do plano sobre o próprio conceito de inclusão digital constituem mais um obstáculo.

Há, ainda, o risco de concentrar esforços na infraestrutura coletiva sem contemplar medidas para reduzir o custo da conexão e ampliar o acesso individual a equipamentos entre pessoas de baixa renda.

Leia também: "O padroeiro dos poderosos", reportagem publicada na Edição 339 da Revista Oeste

O post TCU aponta 28 milhões sem internet e riscos em plano de inclusão do governo Lula apareceu primeiro em Revista Oeste.

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