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Lei do DF autoriza internação involuntária de moradores de rua em casos de risco iminente

Lei do DF autoriza internação involuntária de moradores de rua em casos de risco iminente

Brasil Estado | 21/07/2026 às 13:30 | há 2 meses | 2 min de leitura

O governo do Distrito Federal (GDF) sancionou a lei que institui a política de acolhimento à população em situação de rua. A norma também autoriza a "internação humanizada de caráter involuntário". A publicação ocorreu em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal na sexta-feira 17.

De acordo com a lei, a internação involuntária ocorrerá apenas em casos excepcionais de “risco iminente à vida do indivíduo ou de terceiros, atestados por profissional médico”. A medida exige comunicação ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e a outros órgãos de fiscalização em até 72 horas.

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A regulamentação da lei ocorrerá em até 90 dias. O texto tem como base o projeto aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal no fim de junho.

A lei não define os locais das internações. As unidades deverão oferecer espaços para mulheres, acolhimento com filhos e atendimento a vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual. O governo poderá punir entidades parceiras que descumprirem as diretrizes da norma.

Programa do GDF também prevê internação voluntária

A norma também autoriza o acolhimento voluntário. No entanto, proíbe “ações coletivas ou generalizadas que impliquem em recolhimento forçado ou internação compulsória de grupos sem a devida individualização de cada caso”.

A lei autoriza a criação ou o credenciamento do Programa Integrado de Atenção à Saúde Mental, em parceria com entidades privadas. O atendimento será destinado à população em situação de rua com transtornos mentais graves ou dependência química.

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As entidades credenciadas deverão cumprir os critérios técnicos da Secretaria de Saúde e contar com equipes multiprofissionais. A norma também prevê qualificação profissional, acompanhamento psicossocial, reconstrução de vínculos familiares, acesso a moradia, educação, cultura, esportes e mercado de trabalho.

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