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Incêndios caem no AM com ações do governo federal, e ar melhora em Manaus

Incêndios caem no AM com ações do governo federal, e ar melhora em Manaus

Brasil Estado | 23/10/2026 às 00:00 | há 1 hora | 4 min de leitura

A atuação de aeronaves, brigadistas e forças de segurança do governo federal ajudou a extinguir 338 incêndios florestais no Amazonas desde o início da operação de combate às chamas. Apesar dos incêndios continuarem em diferentes regiões do estado, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que o número de focos de calor diminuiu na última semana. Com menos chamas e chuvas, a qualidade do ar em Manaus melhorou entre a 4ª e a 5ª feira (21 e 22/10).

Além do combate ao fogo, o governo federal investiga a origem das chamas e os possíveis responsáveis pelos incêndios. Apesar da atual seca na Amazônia facilitar a disseminação das chamas, dados do INPE mostram que houve uma explosão das queimadas após o 1º turno das eleições, em 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro (PL), cujas propostas estimulam a destruição da Floresta Amazônica, saiu à frente do presidente Lula (PT) na corrida presidencial.

Atualmente, a estrutura federal de combate aos incêndios no Amazonas conta com 17 aeronaves, sendo seis aviões Air Tractor, dois aviões KC-390, oito helicópteros e uma aeronave Caravan. A operação também utiliza nove embarcações e 66 veículos para o transporte de equipes, equipamentos e o combate direto às chamas, detalham g1 e BNC Amazonas.

Desde 10 de outubro, as aeronaves empregadas na ação somaram 422,4 horas de voo e realizaram 387 lançamentos de água. Ao todo, foram despejados 1,17 milhão de litros de água para conter os incêndios florestais no estado. A força-tarefa conta ainda com 474 brigadistas do IBAMA e do ICMBio, além de 54 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e 41 integrantes da Força Nacional. O governo federal também custeia as diárias de 116 bombeiros do Amazonas.

Mesmo com a continuidade das chamas, os registros de focos de calor no estado caíram. O Amazonas registrou 363 focos de calor entre os dias 13 e 19 de outubro, ante 641 na semana anterior. Itacoatiara liderou o ranking no período, com 44 focos, seguida de Lábrea (37) e Guajará (26). Na 2ª feira (19/10), havia 17 eventos de fogo ativos distribuídos em nove municípios amazonenses em situação de emergência.

Com menos fogo e, logo, menos fumaça, a população de Manaus, que sofria há semanas com o ar poluído, começa a sentir alívio, relata o D24AM. No início da manhã de ontem (22/10), por volta das 7h, os sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), já registravam níveis baixos de poluição do ar. As concentrações de material particulado fino na capital amazonense variaram entre 11,5 e 32,7 microgramas por metro cúbico (µg/m³) — bem abaixo dos 87,8 µg/m³ registrados no domingo passado.

Quanto à responsabilidade pelos incêndios, a Polícia Federal (PF) está abrindo inquéritos para investigar a possível origem criminosa, informam Fala Brasil, SBT News e Estado do Pará Online. As apurações estão ocorrendo em diversas cidades da região e incluem a coleta de dados junto a órgãos públicos e a análise detalhada de imagens de satélite. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao governo do Amazonas que suspenda temporariamente a venda de combustíveis em galões e garrafas, usados pelos criminosos para atear fogo na mata.

O Greenpeace Brasil alerta que a Amazônia pode estar enfrentando um “Mês do Fogo”, em referência ao “Dia do Fogo”, quando o Pará passou por uma série de incêndios criminosos, orquestrados e intencionais, em agosto de 2019. Na ocasião, diz a PF, fazendeiros, empresários e produtores rurais combinaram realizar queimadas criminosas no estado para demonstrar apoio ao então presidente Jair Bolsonaro — pai de Flávio, não custa lembrar.

“Há uma semelhança entre o que assistimos agora e o que vimos em 2019. Os dados sobre incêndios florestais na Amazônia a partir de 4 de outubro indicam um novo ‘Dia do Fogo’, agora repaginado para ‘Mês do Fogo’, que pode ter sido orquestrado por criminosos ambientais com motivações eleitorais, para queimar a imagem do governo federal com a intenção de aumentar o apoio a Flávio Bolsonaro”, afirmou a coordenadora de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Cristiane Mazzetti.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/10/22/incendios-caem-no-am-com-acoes-do-governo-federal-e-ar-melhora-em-manaus/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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