A Prefeitura de São Paulo anunciou a suspensão do rodízio de veículos na cidade para esta terça-feira, 4, em razão da greve dos ferroviários. O movimento afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. A gestão também ativou a operação Paese para reforçar o transporte público no dia da paralisação.
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O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil optou por iniciar a greve por tempo indeterminado depois de fracassar uma negociação com o governo estadual na segunda-feira 3, em reunião na Secretaria da Casa Civil. A categoria já havia aprovado um indicativo de paralisação para esta terça-feira caso não houvesse avanços no diálogo.
Demandas dos ferroviários e impacto no serviço em São Paulo
Entre as principais demandas dos trabalhadores estão a reestatização das linhas concedidas à Trivia Trens, a manutenção dos empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei 730/2025 na Assembleia Legislativa. O texto prevê a incorporação dos funcionários da estatal em órgãos da administração estadual depois das concessões, com o aval do governo.
Segundo a programação da CPTM, a linha 10-Turquesa funciona normalmente nesta terça-feira, 4. Já as linhas 11-Coral e 12-Safira operam com um plano de contingência, enquanto a linha 13-Jade fica sem serviço. O Expresso Aeroporto também não opera.
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As linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas por concessionárias, seguem atendendo sem alterações, assim como o Metrô de São Paulo.
Confira a nota oficial da CPTM
“A CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentam a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil — representante dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (4/8), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações.
Na reunião realizada nesta segunda-feira (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.
A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política.
Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros”.
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