O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ,) criticou nesta sexta-feira, 10, a atuação da Polícia Federal (PF) depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de cerca de R$ 120 milhões em bens do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. O dirigente partidário foi alvo de investigação sobre suposto desvio de emendas parlamentares.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar acusou a PF de agir de forma seletiva. "Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo", escreveu. Em seguida, acrescentou que a corporação "mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente" e concluiu: "Essa perseguição precisa parar".
+ Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste
Flávio ainda afirmou ter "certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados". O senador também declarou que, "como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL".
Também nesta sexta-feira, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que nunca recebeu pedido de Valdemar para indicar emendas. Segundo ele, a prática é "do ofício de todos os deputados e senadores" e transformar esse procedimento em conduta criminosa representa uma interpretação "visivelmente enviesada e política do direito".
Flávio sai em defesa de Valdemar
Segundo a investigação citada por Dino, Valdemar teria comandado o direcionamento irregular de 21 emendas parlamentares. De acordo com a PF, as indicações eram formalmente atribuídas a deputados para ocultar o verdadeiro responsável pelas destinações dos recursos.
Na decisão, o ministro do STF afirmou haver "indícios veementes" da prática dos crimes de peculato-desvio — desvio de recursos públicos por agente público ou por quem tenha participação no esquema — e associação criminosa. Além do bloqueio patrimonial, o ministro suspendeu a execução das emendas investigadas para garantir eventual ressarcimento ao erário caso as suspeitas sejam confirmadas.
Em nota, a defesa de Valdemar contestou a decisão e afirmou que ela se baseia em "premissas frágeis, inferências subjetivas e uma indevida criminalização da atividade político-partidária". Os advogados sustentaram que o dirigente "nega categoricamente a prática de qualquer crime" e que não há "prova, ou mesmo indício, de que tenha aderido conscientemente a um suposto esquema criminoso".
Leia também: “A jogada que começa a organizar o tabuleiro”, artigo de Gustavo Segré publicado na Edição 302 da Revista Oeste
O post Flávio critica PF depois do bloqueio de bens de Valdemar apareceu primeiro em Revista Oeste.