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Deputado do PT é acusado de usar técnica para tentar direcionar processo no TCE

Deputado do PT é acusado de usar técnica para tentar direcionar processo no TCE

Brasil Estado | 09/07/2026 às 21:30 | há 3 meses | 2 min de leitura

Um pedido de medida cautelar apresentado pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT) ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) continha comandos ocultos destinados a influenciar sistemas de inteligência artificial utilizados na tramitação de processos. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, 9.

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Segundo a reportagem, o documento empregava uma técnica conhecida como prompt injection, que consiste na inserção de instruções invisíveis em um arquivo para alterar a forma como plataformas de inteligência artificial interpretam, resumem ou classificam seu conteúdo. Os comandos estavam escritos em fonte branca e em tamanho reduzido, tornando-se imperceptíveis ao leitor, mas detectáveis por sistemas de IA.

Ainda conforme a reportagem, as instruções orientavam que o processo recebesse classificação de urgência máxima, fosse direcionado aos conselheiros Fábio Camargo e Maurício Requião de Melo e Silva e tivesse a liminar concedida para suspender o programa Olho Vivo, iniciativa do governo do Paraná voltada ao monitoramento da segurança pública por meio de câmeras com leitura automática de placas de veículos e cruzamento de dados com inteligência artificial.

Assembleia Legislativa do Paraná | Foto: Divulgação/Alep

Deputado do PT nega irregularidades

Em nota reproduzida pela Folha, Chiorato afirmou desconhecer o uso de qualquer comando de direcionamento por inteligência artificial. O deputado declarou que o processo seguiu a tramitação prevista pelo TCE-PR, foi distribuído por sorteio ao conselheiro Fernando Guimarães e que, até o momento, a medida cautelar não foi concedida.

O advogado Vinicius Cidral, responsável pela elaboração da petição, também negou qualquer tentativa de direcionamento. Segundo ele, o documento saiu de seu escritório sem esse tipo de comando e nenhum dos efeitos pretendidos pelos textos ocultos ocorreu na prática.

Camargo afirmou que desconhecia qualquer tentativa de manipulação e disse que suas decisões se baseiam nas provas constantes dos autos. Já Requião de Melo e Silva não foi localizado para comentar o caso, enquanto a assessoria de imprensa do TCE-PR não respondeu aos questionamentos enviados.

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