A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o vice-presidente de Relações com Investidores da instituição, Marco Geovanne Tobias, são alvos de um processo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira, 17.
A área técnica do órgão acusa os executivos de terem feito uma declaração “excessivamente positiva, podendo induzir o investidor a erro”. O processo sancionador envolve uma acusação formal que será submetida a julgamento. De acordo com a reportagem, Tarciana deverá receber a notificação nos próximos dias.
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O caso tem origem em uma declaração de Tarciana durante a videoconferência de resultados do segundo trimestre de 2025. Ao falar sobre as ações do Banco do Brasil, a presidente afirmou: “quem tem, mantenha; quem não tem, compre”.
A acusação trata de uma possível violação do artigo 15 da Resolução 80 da CVM. A norma exige das empresas com valores mobiliários negociados no mercado a divulgação de informações “verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o investidor a erro”.
Banco do Brasil diz que prestará esclarecimentos
Em agosto de 2025, o Banco do Brasil já havia apresentado explicações à CVM sobre a declaração. Na ocasião, a instituição defendeu a interpretação da fala “dentro do contexto de todo o evento de divulgação do resultado”. Além disso, o banco negou intenção de Tarciana de influenciar decisões de investimento e afirmou o uso de informações já públicas nas declarações.
Em nota enviada a O Globo, o Banco do Brasil informou que “prestará os esclarecimentos à CVM tão logo tenha acesso à integra do processo” e ressaltou a atuação da empresa e de seus executivos “com base na transparência, diligência, responsabilidade e diálogo”.
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