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Chuvas no RS deixam mais de 1,6 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas

Chuvas no RS deixam mais de 1,6 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas

Brasil Estado | 24/07/2026 às 00:00 | há 2 meses | 3 min de leitura

Apesar do alívio nas chuvas na 5ª feira (23/7), boa parte do Rio Grande do Sul ainda experimenta os efeitos dos temporais desta semana. Segundo a Defesa Civil do estado, 194 municípios registraram algum tipo de dano causado pelas tempestades. Ao todo, mais de 1,6 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, sendo 1,2 mil desabrigados e 400 pessoas desalojadas.

O Correio do Povo sistematiza os danos registrados em cada município do estado. O Vale do Taquari, no nordeste gaúcho, é a área mais afetada pelas chuvas.

Lajeado concentra a maior parte dos desabrigados – são 540 pessoas. Segundo a Folha, moradores de áreas de risco foram retirados de suas casas. Mas os impactos das chuvas também foram fortes em Porto Xavier (200 desabrigados) e Encantado (152).

Em Feliz, a cerca de 80 km de Porto Alegre, a elevação do rio Caí destruiu a Ponte da FelizCidade. A ponte original foi destruída pelo desastre climático de maio de 2024 e reconstruída pela própria comunidade, que arrecadaram recursos por meio de rifas e doações. A nova estrutura já tinha sido afetada pelas fortes chuvas de janeiro de 2025 na Serra Gaúcha, e suas obras só foram concluídas em março deste ano, lembram CNN Brasil e g1. 

Segundo a GZH, em várias cidades gaúchas, as chuvas de cinco dias superaram a média histórica para o mês de julho. A cidade onde mais choveu foi Paraí, com 247 mm acumulados, seguida por Ibirapuitã (230 mm) e Marau (224 mm). A média para o mês nos três municípios oscila entre 151 e 159 mm.

A chegada de uma nova frente fria na Região Sul “empurrou” a precipitação para outras localidades. A região metropolitana de Porto Alegre registrou inundações na 4ª feira (22/7), especialmente por conta da elevação do nível do rio Jacuí. Em São Jerônimo, o rio ultrapassou a cota de inundação e três famílias foram retiradas de casa na manhã de ontem. Já em Cachoeira do Sul, a Defesa Civil começou a retirar preventivamente moradores que vivem nas proximidades do Jacuí. Pela manhã, o nível do rio era de 20,2 metros, ligeiramente abaixo da cota de inundação (21 metros), relata o g1.

Em entrevista à CNN Brasil, o coordenador estadual de proteção e defesa civil do RS, coronel Luciano Chaves Boeira, ressaltou que o impacto das chuvas desta semana seguem bem menores do que os registrados nas enchentes de 2024. No entanto, ele alertou para a necessidade de prevenção nos próximos meses, em virtude do “Super El Niño”, que pode se formar até o fim do ano.

“Desta vez, os níveis [dos rios] não atingiram nem próximo àquela inundação que tivemos, mas precisamos ficar atentos porque estamos em um ano de El Niño, que sempre traz preocupação para o Rio Grande do Sul”, destacou.

Segundo a MetSul, a expectativa é de que as chuvas sejam menos intensas nesta 6ª feira (24). Há previsão de nebulosidade variável na maior parte dos municípios gaúchos, com possibilidade de garoa ou chuva leve à tarde e à noite.

CNN Brasil, Correio Braziliense, Estadão, Poder360, UOL e Veja também repercutiram a situação das chuvas no RS.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/07/23/chuvas-no-rs-deixam-mais-de-16-mil-desabrigados-e-desalojados/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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