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CBV adota regra do COI e limita categoria feminina a mulheres biológicas

CBV adota regra do COI e limita categoria feminina a mulheres biológicas

Brasil Estado | 15/08/2026 às 07:30 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou na sexta-feira, 14, a adoção da política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que restringe a participação na categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino. A regra será aplicada às principais competições nacionais de vôlei de quadra e de praia.

A elegibilidade será verificada por meio de teste para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento sexual masculino. Para competir na categoria feminina, as atletas deverão apresentar resultado negativo. A política prevê exceções para condições raras relacionadas ao desenvolvimento sexual, que deverão ser avaliadas por especialistas.

Segundo a CBV, a regra valerá a partir da temporada 2026/2027 da Superliga A e B e também será aplicada à Supercopa de 2026, à Copa Brasil de 2027, ao Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia de 2027 e ao CBVP Challenger de 2027.

A recusa em realizar o teste não será considerada infração disciplinar. No entanto, sem a comprovação da elegibilidade, a atleta não poderá disputar as competições abrangidas pela norma.

Restrição de participação na categoria feminina de vôlei afeta atleta trans

Atleta trans Tifanny Abreu | Foto: Reprodução/X

A mudança coloca em dúvida a continuidade da jogadora trans Tifanny Abreu na Superliga. A oposta atua pelo Osasco desde 2021 e está em preparação para disputar o Campeonato Paulista. Como o torneio estadual não está submetido à nova regra da CBV, Tifanny poderá estrear neste sábado, 15, contra o Pinheiros.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido surpreendido pela decisão e disse que não participou da elaboração da política. O departamento jurídico do clube analisa a norma para definir os próximos passos. A equipe também manifestou apoio à atleta.

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Em 2017, a CBV havia adotado uma regulamentação que permitia a participação de atletas transgêneros mediante critérios técnicos e médicos. A mudança acompanha a Federação Internacional de Voleibol (FIVB), que tornou obrigatória a triagem do gene SRY em setembro de 2025, e o COI, que publicou sua nova política em março deste ano.

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