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Vorcaro admite à PF que mantinha pessoas encarregadas de levantar informações para ele

Vorcaro admite à PF que mantinha pessoas encarregadas de levantar informações para ele

Brasil Estado | 13/09/2026 às 08:45 | há 1 mês | 2 min de leitura

O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, admitiu à Polícia Federal (PF) que mantinha pessoas encarregadas de levantar informações para ele. A declaração foi dada na oitiva de 28 de agosto, por videoconferência a partir do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, quando o delegado o confrontou com uma anotação extraída de seu celular com nomes de delegados da PF e de membros do Ministério Público (MP).

"Eu tinha realmente pessoas que levantavam informações para mim, que eu pedia informações", disse o banqueiro.

A anotação é de outubro de 2025, cerca de um mês antes da liquidação do Banco Master e da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro. Questionado sobre quem lhe passou os nomes, ele respondeu que não se recorda e que foi anotando os dados aos poucos, à medida que descobria quem conduzia as apurações.

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O delegado afirmou na oitiva que os nomes anotados correspondem exatamente aos dos investigadores que participaram, a partir de outubro de 2025, de reuniões no Banco Central sobre inquéritos em andamento. Das mesmas reuniões participaram o ex-chefe de supervisão Belline Santana e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Sousa, ambos investigados.

Perguntado de forma direta se os dois lhe repassaram informações sobre esses encontros, Vorcaro disse não se recordar.

Audiência com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/STF

Na mesma oitiva, como Oeste mostrou, o banqueiro identificou como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o "G" citado em anotação de 30 de outubro de 2025, na qual escreve que as informações vinham de "pessoas de dentro do Bacen".

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Neste ponto, o advogado Daniel Leon Bialski interrompeu a oitiva para registrar que o cliente só trataria de fatos relacionados a determinadas pessoas em um eventual novo acordo de colaboração. O delegado respondeu que Vorcaro havia sido advertido do direito ao silêncio no início do ato.

O banqueiro afirmou que buscava as autoridades por iniciativa própria para se antecipar às investigações sobre a fusão com o Banco de Brasília (BRB). Disse que seu objetivo era explicar o negócio antes que as apurações avançassem "sem o outro lado".

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