Com a prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (RJ) nesta quinta-feira, 15, no âmbito da Operação Unha e Carne, por suspeita de lavagem de dinheiro, o União Brasil agora soma dois presidentes de diretórios detidos em um período de um mês.
Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio nas eleições deste ano. No dia 4 de outubro, ele recebeu mais de 197 mil votos. Ele é o presidente do diretório estadual do União Brasil no Rio.
Em 18 de setembro, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, também do União Brasil, se entregou à Polícia Civil depois de ser alvo de uma operação que apontou supostas relações entre o político e o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do país.
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O ex-chefe do Legislativo paulistano era alvo de um mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Estado. A operação apura a infiltração do crime organizado no setor de transportes.
Nesta quarta-feira, 14, a Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão de Milton Leite. O ex-vereador era o presidente do diretório municipal do União Brasil em São Paulo.
Atualmente, o diretório estadual da legenda no Estado é comandado por Alexandre Leite, filho de Milton.
Desde 2025, o União Brasil integra uma federação partidária com o PP (Progressistas), a Federação União Progressista.
Prisão de Márcio Canella
A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta manhã apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Na ação, os agentes cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
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A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.
De acordo com as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF.
Prisão de Milton Leite
De acordo com a investigação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Milton Leite seria responsável pela operação de algumas empresas de transporte de São Paulo que estariam sob o comando do PCC.
Leite é “citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas” pelo PCC. A informação consta de um relatório da Polícia Civil sobre o caso.
O documento também revela que policiais militares teriam dado declarações, no âmbito de um procedimento instaurado pelo Tribunal de Justiça Militar, dando conta de que Milton Leite seria o “dono de fato” da empresa Transwolff. O ex-vereador nega todas as acusações.
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