A Prefeitura do Rio de Janeiro firmou um contrato de patrocínio no valor de R$ 300 mil para a realização do evento "Arraiá dos 30 anos do MST do Rio de Janeiro". O extrato do termo foi publicado no Diário Oficial na última sexta-feira, 31, e informa que o acordo foi assinado entre a Casa Civil e a Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (Esesf), empresa ligada ao movimento.
O patrocínio foi alvo de críticas do vereador Dr. Rogério Amorim (PL) durante sessão da Câmara Municipal do Rio, nesta terça-feira, 4, na retomada dos trabalhos legislativos depois do recesso parlamentar. "É um tapa na cara do contribuinte, é um desrespeito isso", afirmou.
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Na sequência, o parlamentar ironizou a destinação dos recursos públicos. "Acredito que agora, com os R$ 300 mil, dê para comprar uma terra", afirmou. "São R$ 300 mil para fazer uma festinha junina, um caldinho verde, um 'pula-fogueira'."
O vereador também associou a decisão ao prefeito Eduardo Paes e ao vice-prefeito Eduardo Cavaliere. "Está muito claro que a Prefeitura do Rio de Janeiro e os Eduardos, tanto o Paes quanto o Cavaliere, patrocinam, corroboram e participam dessa corriola chamada Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que de trabalhadores não tem nada", criticou.
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Divulgação destacou apoio da Prefeitura ao evento do MST
Nas redes sociais, o MST divulgou o evento como uma comemoração dos 30 anos do movimento no Estado. A programação ocorreu em 31 de julho, na Rua do Rezende, 82, na Lapa, com entrada gratuita. As peças de divulgação exibiam a logomarca da Prefeitura do Rio na condição de patrocinadora, ao lado da Esesf e do próprio MST.
Depois da realização do evento, o movimento publicou fotografias e vídeos da comemoração. Em uma das publicações, afirmou: "Na abertura do Arraiá da Reforma Agrária Popular, celebramos os 30 anos do MST no Rio de Janeiro com um ato político que reafirmou nossa história de resistência e renovou o compromisso com a Reforma Agrária Popular".
O texto também recorda a trajetória do movimento no Estado: "Da primeira ocupação, em 1996, em Campos dos Goytacazes, até os dias de hoje, seguimos organizando famílias, produzindo alimentos saudáveis, formando nossa militância e defendendo a terra, a natureza e a vida".
Entre os participantes do evento estavam parlamentares ligados ao movimento. Em vídeo publicado nas redes sociais, a vereadora Maíra do MST (PT-RJ) afirmou que a celebração também teve caráter político. "Hoje ocupar essa rua, ocupar o centro da cidade pra afirmar o nosso compromisso com a reforma agrária popular significa a gente reforçar a importância política do movimento", afirmou.
Na mesma manifestação, a parlamentar declarou: "Celebramos esses 30 anos, também os desafios da gente fazer esse trabalho junto com as organizações sociais e políticos, junto com a classe trabalhadora do campo e da cidade, para alcançarmos grandes conquistas, fortalecendo a democracia do Brasil e a democracia do mundo", encerrou.
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