A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite e de outros investigados na Operação Vectura Corrupta. De acordo com o portal Metrópoles, fontes da Polícia Civil confirmaram a informação.
Leite se entregou à polícia em 18 de setembro, na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. Ele era considerado foragido porque ultrapassou o prazo de 24 horas prometido para a apresentação. Antes, os agentes não o encontraram em sua residência.
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A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) investigam a suspeita de envolvimento do ex-vereador na infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital. A acusação aponta Leite como o verdadeiro dono da Transwolff.
Durante buscas na casa de um assessor do ex-vereador, antes dele se entregar, policiais encontraram R$ 280 mil e US$ 89 mil. Os dólares equivaliam a R$ 457 mil no câmbio do dia. A apreensão totalizou cerca de R$ 737 mil.
Milton Leite nega envolvimento com PCC
Em depoimento à Corregedoria, em fevereiro de 2026, o segundo-sargento da Polícia Militar Alexandre Aleixo Romano Cezário afirmou que Leite era o dono da Transwolff e que os demais diretores atuavam como “laranjas”. Ressalvou, porém, que ouvia essa versão e não poderia comprová-la.
A polícia prendeu Cezário naquele mês, em uma operação contra policiais que faziam a segurança dos ex-diretores da Transwolff Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, e Cícero de Oliveira, o Té. Outro preso, o capitão Alexandre Paulino Vieira, trabalhou como segurança de Leite.
Cezário disse acreditar que Leite indicou o capitão para comandar a segurança dos diretores da empresa. Na época, Vieira atuava como assessor militar do então presidente da Câmara.
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A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados. Entre eles está o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira, preso na quinta-feira. Os agentes também cumpriram 18 mandados de busca e apreensão na capital, no interior e no litoral paulista.
Em coletiva, o delegado Fabricio Intelizano informou que as prisões durariam 30 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, enquanto as apurações prosseguissem.
Segundo as investigações, o PCC controlava ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital. O esquema usava empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de dinheiro.
Leite exerceu sete mandatos consecutivos na Câmara, entre 1997 e 2024. Presidiu a Casa de 2017 a 2018 e de 2021 a 2024. Em julho de 2024, anunciou que não disputaria novas eleições. Atualmente, preside o União Brasil em São Paulo.
O ex-vereador nega as acusações e qualquer relação com o PCC. Afirmou que se reunia com empresários do setor porque o então prefeito Bruno Covas lhe atribuiu a tarefa de resolver questões dos transportes.
Sobre o depoimento de Cezário, Leite disse não conhecer o sargento e negou ser dono da Transwolff. Segundo ele, há dois anos ofereceu seus sigilos bancário, fiscal e telefônico ao Ministério Público, sem que os investigadores encontrassem irregularidades.
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