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PEC 6x1 pode pressionar caixa de empresas de serviços, logística e varejo, aponta estudo

PEC 6x1 pode pressionar caixa de empresas de serviços, logística e varejo, aponta estudo

Brasil Estado | 24/07/2026 às 11:30 | há 2 meses | 2 min de leitura

Um estudo da agência norte-americana Moody's, divulgado nesta quinta-feira, 23, mostra que a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 pode pressionar o caixa de empresas dos setores de serviços, logística e varejo. A empresa afirma que os efeitos variam conforme a atividade econômica.

A proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A mudança, porém, seria gradual: a carga cai para 42 horas dois meses depois da promulgação e chega a 40 horas depois de 14 meses.

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Segundo a Moody's, o impacto depende do peso da folha de pagamento nos custos, da capacidade de repassar preços, do nível de automação e da flexibilidade das escalas.

6x1: serviços concentram maior impacto

Nos serviços, a Moody's projeta queda de até 12% no Ebitda das empresas caso não haja reajuste de preços. Em logística e varejo, a retração pode chegar a 10%. Ebitda é um indicador que mede o resultado operacional e o potencial de geração de caixa de uma empresa.

Os três setores têm alta dependência de mão de obra, operação contínua e grande parcela de empregados com jornada de 44 horas. Além disso, na hotelaria, a agência identifica maior sensibilidade por causa do funcionamento ininterrupto e da escassez de profissionais para limpeza e recepção.

https://youtu.be/9OHGU_WpR-o?si=RQ5oezmBxveSJsam

Setores mais automatizados têm menor risco

No varejo, o segmento alimentar tende a sofrer maior impacto devido aos custos operacionais por loja e à dificuldade de repassar aumentos aos preços. O varejo farmacêutico apresenta menor risco por causa da maior eficiência digital.

A construção civil e a indústria de transformação têm risco moderado, com pressão estimada entre 5% e 6% sobre o Ebitda. Telecomunicações e saúde registram impacto inferior a 5%, favorecidos pela automação, pelas escalas de trabalho e por regimes como a jornada 12x36.

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Agronegócio, indústria de bebidas, locadoras de veículos, óleo e gás, além de papel e celulose, apresentam os menores riscos, com pressão inferior a 5% sobre o Ebitda. Segundo a Moody's, esses segmentos concentram custos em insumos e matérias-primas ou operam com maior automação.

A agência acrescenta, porém, que a informalidade na construção civil e na agropecuária reduz o alcance prático da norma, apesar do elevado número de trabalhadores com jornadas entre 41 e 44 horas.

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