O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.
Ele ocupa a vaga deixada por Bruno Dantas, que foi atuar na iniciativa privada. A cerimônia reuniu autoridades dos três Poderes, entre elas o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Pacheco: subsídios e estrutura
O cargo tem remuneração mensal de R$ 46.366,19, em linha com o teto do funcionalismo público. Na prática, esse valor pode superar R$ 100 mil com pagamentos de vantagens retroativas ou indenizações. Considerado um dos cargos mais cobiçados em Brasília, é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
A estrutura dos gabinetes inclui funções de chefe, assessores, oficiais de gabinete e vários assistentes. Em viagens oficiais, ministros têm direito a diárias e passagens; nas viagens internacionais a serviço, a regulamentação do tribunal prevê passagem de primeira classe.
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A chegada de Pacheco ao TCU ocorre depois de quatro anos à frente do Senado. Em 2023, ele foi reeleito para a presidência da Casa com 49 votos, com forte apoio do governo Lula. Durante a disputa, o governo atuou para garantir sua vitória contra Rogério Marinho (PL-RN).
A relação política com o PT também marcou a atuação de Pacheco diante dos pedidos de impeachment de ministros do STF. Em 2021, ele rejeitou um pedido apresentado por Jair Bolsonaro contra Alexandre de Moraes.
Em 2024, diante de nova pressão pelo afastamento do ministro, afirmou que analisaria eventual pedido com “muita prudência”. Em setembro de 2026, Moraes já acumulava 55 pedidos de impeachment no Senado.
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