A Netflix cortará mais de mil funcionários em diferentes países, o equivalente a 6% de sua equipe global. Segundo o The Wall Street Journal, a maior parte das demissões atingirá as áreas de produto, tecnologia, recursos humanos e departamento jurídico.
Em e-mail enviado aos funcionários nesta quarta-feira, 14, os co-CEOs da companhia, Greg Peters e Ted Sarandos, justificaram a medida como parte de uma estratégia para direcionar recursos a atividades consideradas de maior impacto. Será o maior corte de pessoal da empresa desde 2022.
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A redução ocorre em meio à disputa pela atenção dos consumidores e à busca por novas fontes de receita. A Netflix tem ampliado a oferta de conteúdo na plataforma, com canais ao vivo, podcasts em vídeo, transmissões esportivas, eventos e produções de criadores do YouTube. A empresa também estuda formar pacotes com outros serviços de streaming.
Empresa amplia atuação além das assinaturas
A companhia procura diversificar seus negócios com investimentos em publicidade, programação ao vivo e jogos. Apesar da concorrência no setor, a taxa de cancelamento de assinaturas da Netflix nos Estados Unidos permanece abaixo de 3%, segundo dados da Antenna citados pelo The Wall Street Journal.
As ações da empresa, contudo, acumulam queda superior a 40% nos últimos 12 meses. Os cortes também ocorrem uma semana antes da divulgação do próximo balanço trimestral. No comunicado aos funcionários, Peters e Sarandos mantiveram a previsão de lucro para o ano inteiro.
No fim do ano passado, a Netflix tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral. A companhia não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência Reuters.
Disputa por ativos amplia concentração no setor
O mercado de mídia passa por um processo de consolidação, marcado pela disputa entre grandes grupos por estúdios, plataformas e audiência. No início deste ano, a Netflix perdeu para a Paramount Skydance a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery.
A Paramount concluiu a aquisição da Warner Bros. neste mês, em uma operação de US$ 110 bilhões. O negócio reúne marcas como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS sob o comando de David Ellison.
O novo grupo terá cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e concentrará operações de cinema, televisão, notícias e streaming. A movimentação aumenta a pressão sobre empresas como a Netflix, que buscam sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais competitivo.
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