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Operação da PF contra Ciro Nogueira impulsiona embate eleitoral no DF
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Operação da PF contra Ciro Nogueira impulsiona embate eleitoral no DF

Brasil Estado | 07/05/2026 às 16:55 | há 5 meses | 3 min de leitura

A 5ª fase da operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), deflagrada nesta 5ª feira (7.mai.2026) e que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), intensificou a disputa política no Distrito Federal e passou a ser explorada por adversários da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que a associam ao presidente nacional do Progressistas.

Líder da oposição no Congresso, o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a investigação nesta 5ª feira e afirmou que o episódio reforça questionamentos sobre a atuação de lideranças partidárias em Brasília.

Em nota, Izalci disse que vem alertando há meses para a influência de Ciro Nogueira no DF e sua relação com a governadora Celina Leão. Segundo o congressista, os indícios levantados na apuração —que envolve o Banco Master e supostas vantagens indevidas— ajudam a explicar decisões recentes da gestão local, como a relação entre o BRB e ativos considerados controversos.

O senador também afirmou ser “inadmissível” que o governo do DF atue, segundo ele, em favor de interesses políticos externos em detrimento de áreas como saúde, segurança e transparência. Izalci cobrou explicações da governadora sobre a influência em decisões do Palácio do Buriti e em indicações para órgãos estratégicos, como o BRB.

As críticas foram reforçadas pelo deputado federal e ex-governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que elevou o tom contra o grupo político ligado ao governo local. Em manifestações nas redes sociais, Rollemberg afirmou que “Ciro Nogueira recebia mesada” e que outros envolvidos teriam sido beneficiados com imóveis, sem apresentar provas. Também questionou o empenho do governo Ibaneis Rocha e da governadora Celina Leão na tentativa de viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB.

O banco, controlado pelo governo do DF, tornou-se peça central nas apurações por ter sido o principal interessado na compra do Master. A transação envolvia a aquisição da instituição privada para evitar sua quebra, mas foi vetada pelo Banco Central por falta de viabilidade econômico-financeira.

“É preciso explicar quem ganhou, quem articulou e quem realmente foi beneficiado nessa operação”, escreveu. O deputado ainda associou Ciro Nogueira à indicação de Paulo Henrique Costa para a presidência do BRB e sugeriu que a investigação pode atingir outros nomes. 

A Polícia Federal prendeu, em abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A prisão foi realizada durante uma etapa da operação Compliance Zero. O executivo é investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Banco Master e de descumprir práticas de governança.

Rollemberg afirmou que a população do DF “aguarda respostas” sobre eventuais irregularidades envolvendo o banco público.

Izalci, pré-candidato ao governo do DF, defendeu que o PL lance candidatura própria ao Palácio do Buriti em 2026, com perfil técnico e sem envolvimento em práticas sob investigação. Ele disse ainda que acompanhará os desdobramentos e manifestou confiança no avanço das apurações.

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Este conteúdo é originalmente de poder 360. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·

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