A corrupção é o principal problema que o país deve resolver, indica levantamento da Futura/100% Cidades. Para a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 3, o instituto se propôs a entender como o brasileiro lida com temas factuais, como, por exemplo, a eventual implantação da escala de trabalho 6x1 e a proibição ou não das apostas esportivas on-line, popularmente conhecidas como bets.
Sobre os problemas do Brasil, 19% dos entrevistados disseram que a corrupção é o principal deles. O combate ao crime organizado e às facções ficou em segundo, com 14%. Saúde, economia & inflação e segurança pública & violência completam o top five, com 12,9%, 10,8% e 10,7%, respectivamente.
Escala 6x1 e bets
A respeito da escala 6x1, os entrevistadores registraram duas perguntas. A primeira mostra que a maioria (67,3%) aprova a implantação da medida, com 26,2% contrários e 6,5% que não quiseram ou não souberam responder. Apesar disso, representantes do setor produtivo sinalizam que a proposta, se validada, deverá prejudicar a economia do país. A Confederação Nacional da Indústria estima, por exemplo, que o país levará 30 anos para compensar a redução da jornada de trabalho.
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O levantamento registra, no entanto, a pouca força eleitoral da proposta de se proibir a escala 6x1 no mercado de trabalho brasileiro. Do total de entrevistados, 58,7% disseram que o tema não influencia o voto. A influência se dá sobre 35,1% dos eleitores. Nessa parte, 6,3% não souberam responder ou não quiseram participar.
A pesquisa também mostra rejeição às bets. Isso porque 58% afirmam que as apostas on-line deveriam ser proibidas no Brasil. Já 29,2% dizem que elas deveriam seguir permitidas, mas com mais controle. Continuar permitidas como estão foi a resposta de 4,8%. Por fim, o bloco de não souberam ou não responderam é de 7,9%.
Dados da pesquisa sobre corrupção e outros temas
A fim de mapear a avaliação dos brasileiros sobre corrupção, escala 6x1 e bets, a equipe da Futura/100% Cidades entrevistou 2 mil eleitores em potencial, em 677 municípios. O trabalho nesse sentido ocorreu de 27 de agosto a 1º de setembro.
A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos porcentuais. Além disso, o grau de confiança é de 95%.
O material conta com registro no Tribunal Superior Eleitoral, sob o código BR -02793/2026.
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