O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou o procedimento que apurava possíveis violações aos direitos do consumidor em lotes de produtos da Ypê. A investigação começou depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou falhas nos sistemas de garantia e controle de qualidade da empresa, com possibilidade de contaminação. A agência chegou a suspender preventivamente alguns produtos, que foram recolhidos pela fabricante.
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Durante a apuração, a Ypê informou que realizou recall voluntário e criou canais de atendimento ao consumidor, além de um plano de melhoria. A empresa alegou que as irregularidades eram sobretudo formais, documentais e procedimentais, e que não houve comprovação de contaminação dos produtos distribuídos.
A Anvisa identificou problemas nos sistemas de garantia e controle de qualidade da Ypê. A agência suspendeu preventivamente lotes de detergentes e desinfetantes. A empresa recolheu os produtos e informou que a medida foi voluntária. A Ypê também criou canais de atendimento para consumidores que tivessem dúvidas sobre os lotes afetados.
Na defesa apresentada ao Ministério Público, a Ypê sustentou que as falhas apontadas pela Anvisa eram de natureza formal, documental e procedimental. A empresa afirmou que não há comprovação de contaminação dos produtos que chegaram ao mercado. O MP-SP analisou as informações e concluiu que não havia elementos para responsabilizar a empresa.
Ypê: Procon não registrou reclamações; Reclame Aqui teve 381
O MP-SP buscou dados do Procon e do Reclame Aqui para avaliar se havia problema coletivo. O Procon não registrou reclamações contra a Ypê relacionadas ao recall. A plataforma Reclame Aqui somou 381 queixas. O promotor responsável entendeu que o número, isoladamente, não demonstrava falha generalizada no recall, considerando o volume de produtos vendidos pela empresa.
Leia mais: "Vendaval de 101 km/h causa estragos em Chapecó (SC)”
O ponto crucial para o arquivamento foi a ausência de representação de consumidor na Promotoria relatando ter sofrido lesão efetiva. A Promotoria também não encontrou elementos que demonstrassem dano coletivo capaz de justificar uma ação civil pública.
Leia também: "A polarização chega às gôndolas”, reportagem de Rachel Díaz e Artur Piva, publicada na Edição 322 da Revista Oeste
O post Ministério Público de SP arquiva investigação sobre produtos da Ypê apareceu primeiro em Revista Oeste.