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Mais de 300 empresas contestam tarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil

Mais de 300 empresas contestam tarifa de 25% dos EUA sobre o Brasil

Brasil Estado | 08/07/2026 às 11:00 | há 3 meses | 3 min de leitura

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recebeu 335 manifestações de empresas e organizações brasileiras e norte-americanas sobre a proposta do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Também foram registradas 30 manifestações de pessoas físicas, entre elas a do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O USTR abriu a consulta pública para reunir posicionamentos sobre a investigação comercial conduzida com base na Seção 301, dispositivo que autoriza os EUA a aplicarem tarifas contra países cujas práticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano. O prazo para o envio das contribuições terminou no último dia 1º.

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Ao justificar a abertura da investigação, o governo Trump afirmou que a medida está relacionada a "políticas e práticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal".

O presidente dos EUA, Donald Trump: tarifa de 25% sobre produtos brasileiros teria lastro conduzida na Seção 301 | Foto: Reprodução/X

A maior parte das manifestações protocoladas contesta a adoção da tarifa. Empresas dos dois países sustentam que a cobrança poderá elevar custos nas cadeias produtivas, reduzir a competitividade de diversos setores e atingir consumidores e empresas americanas, além dos exportadores brasileiros.

Entre as companhias que apresentaram contribuições estão multinacionais de diferentes segmentos, como Coca-Cola, Tesla, Nestlé eBay. Também participaram empresas brasileiras com forte atuação no mercado norte-americano, como JBS, Suzano, Klabin, WEG e Tramontina.

Agronegócio também faz manifestação contra tarifa dos EUA

O setor do agronegócio também marcou presença na consulta pública. Protocolaram manifestações empresas como Archer Daniels Midland e Louis Dreyfus Company, além de entidades representativas da produção rural e da indústria de alimentos. A lista completa das manifestações encaminhadas durante a consulta pública está disponível no portal do USTR.

As exportações do agro fortalecem a economia do Brasil e geram divisas para o país | Foto: Reprodução/Canva Pro

Além das empresas, o portal do USTR recebeu posicionamentos formais do governo brasileiro e de entidades empresariais. Entre elas estão:

  • Confederação Nacional da Indústria (CNI);
  • Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp);
  • Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);
  • Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil);
  • Indústria Brasileira de Árvores (Ibá);
  • Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim);
  • Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia);
  • União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica);
  • Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

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