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Interpol prende 82 pessoas em Essuatíni por se passarem por agentes da PF brasileira

Interpol prende 82 pessoas em Essuatíni por se passarem por agentes da PF brasileira

Brasil Estado | 22/07/2026 às 14:00 | há 2 meses | 2 min de leitura

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) prendeu 82 pessoas em Essuatíni, na África, que fingiam ser agentes da Polícia Federal (PF) do Brasil. Trata-se de um desdobramento da Operação First Light 2026, que investiga esquemas de engenharia social e lavagem de dinheiro.

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Engenharia social é o termo usado para crimes que enganam, manipulam e exploram a confiança das pessoas.



Segundo informações da Interpol, os criminosos se passavam por agentes da PF brasileira para auxiliar cidadãos a se protegerem de supostos crimes. Os falsos policiais convenciam as vítimas a transferirem dinheiro para um fundo seguro e, posteriormente, roubavam todos os recursos.

A delegacia clandestina também funcionava como um centro de operação para operar jogos de azar on-line ilegais, golpes de falsa identidade e esquemas de lavagem de dinheiro. A operação integra um esforço que investiga 97 países.

Além da detenção dos criminosos, os agentes apreenderam 240 dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores. Os policiais também encontraram réplicas de uniformes da PF brasileira e moeda estrangeira.

Em razão da complexidade do caso, as autoridades de Essutíni solicitaram a ajuda da Equipe de Apoio Operacional da Interpol para realizar a análise forense dos dispositivos encontrados.

"A Interpol dedica-se a apoiar os países membros na construção de uma estratégia abrangente e coordenada para combater os crimes financeiros facilitados pela internet, as redes criminosas organizadas e a lavagem de dinheiro que as alimenta", afirmou Tomonobu Kaya, diretor do centro de crimes financeiros e anticorrupção da Interpol.

Agentes da Interpol em ação durante apreensão em Essuatíni, na África | Foto: Divulgação/Interpol

Interpol prendeu 5,8 mil criminosos durante a Operação First Light 2026

A Operação First Light 2026, liderada pela Interpol, busca desmantelar os crimes de engenharia social e lavagem de dinheiro ao redor do mundo. Até o momento, as autoridades já prenderam 5,8 mil criminosos.

Segundo informações da organização, o trabalho já identificou 142 mil vítimas destes golpes. Outros resultados apresentados são:

  • 31 mil contas bancárias bloqueadas;
  • 23,7 mil casos resolvidos; e
  • 15,6 mil suspeitos identificados.

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