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Inteligência artificial marca nova era no cinema

Inteligência artificial marca nova era no cinema

Brasil Estado | 13/07/2026 às 07:45 | há 3 meses | 2 min de leitura

Quando Crepúsculo dos Deuses estreou, em 1950, Billy Wilder apresentou ao mundo Norma Desmond, uma estrela do cinema mudo incapaz de aceitar as transformações de Hollywood. Décadas depois, a personagem voltou a simbolizar a resistência às mudanças, agora diante de uma nova revolução: a inteligência artificial.

O avanço da tecnologia já mobiliza algumas das maiores empresas do entretenimento. Google, Netflix, Amazon e Disney desenvolvem projetos que incorporam IA a diferentes etapas da produção audiovisual, da criação de conceitos visuais aos efeitos especiais e à pós-produção.

O movimento divide opiniões. Enquanto críticos alertam para riscos à criatividade e ao emprego, defensores argumentam que a tecnologia amplia as possibilidades de produção e reduz custos.

Um dos exemplos mais emblemáticos é Misaligned, longa-metragem da produtora britânica Particle 6 que terá como protagonista Tilly Norwood, apresentada como a primeira atriz assumidamente criada por inteligência artificial. Apesar da inovação, a produção reúne dezenas de profissionais humanos, entre diretores, roteiristas, editores e especialistas em IA.

https://www.youtube.com/watch?v=IYj9BC1jVpE

A inteligência artificial furou a bolha

A transformação também chega aos cineastas independentes. Com ferramentas cada vez mais acessíveis, filmes complexos e repletos de efeitos visuais podem ser produzidos por equipes reduzidas, sem os altos investimentos tradicionalmente exigidos pela indústria.

Essa mudança lembra outras revoluções que despertaram previsões sobre o “fim do cinema”. Foi assim com a chegada do som, da televisão, do videocassete, da computação gráfica, das câmeras digitais e, mais recentemente, do streaming. Em todos esses momentos, profissões desapareceram, outras surgiram e a linguagem cinematográfica continuou a evoluir.

https://www.youtube.com/watch?v=D1CBXBv1pmI

Agora, a inteligência artificial começa a ocupar praticamente todas as etapas da produção de um filme, do roteiro à edição, da sonorização à criação de imagens. A discussão já não é se essa transformação acontecerá, mas qual será sua dimensão.

Na Edição 330 da Revista Oeste, o leitor verá como a inteligência artificial representa mais um capítulo da longa história de reinvenções do cinema. Assine já.

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