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Instituto propõe a Fachin o afastamento de Moraes dos casos do 8 de janeiro

Instituto propõe a Fachin o afastamento de Moraes dos casos do 8 de janeiro

Brasil Estado | 02/09/2026 às 11:30 | há 1 mês | 2 min de leitura

Nesta quarta-feira, 2, o Instituto Gritos de Liberdade (IGL) propôs ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes dos processos relacionados ao 8 de janeiro.

Conforme o documento obtido em primeira mão pela coluna, entre as alternativas sugeridas está a redistribuição de decisões urgentes que envolvam os manifestantes.

A medida foi tomada depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF), que revelou mensagens de WhatsApp trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Master.

“Fatos supervenientes podem justificar reavaliação da aptidão para permanecer à frente de processos sensíveis, sobretudo quando a autoridade é mencionada em relatório policial produzido sob supervisão de outro ministro da própria Corte”, afirmou o instituto fundado e presidido pela advogada Taniéli Telles.

O IGL é uma das associações que representam os envolvidos no protesto de 2023.

https://www.youtube.com/watch?v=4hwvB0h-PM0&list=PLVZw0TiSMiCs&index=22&pp=iAQB

Pedidos de explicações a Moraes depois de relatório da PF

Manifestantes sobem a rampa do Congresso Nacional, em 8 de janeiro de 2023 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O instituto também interpelou a decisão de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, que pode atenuar o sofrimento de centenas de famílias. O IGL requereu a Fachin que o caso vá ao plenário do tribunal para ser analisado.

“A liberdade não admite postergação indefinida”, sustentou o instituto. “Se a lei puder reduzir pena, alterar frações ou antecipar progressões, cada dia de atraso pode representar restrição superior ao limite legal posteriormente reconhecido.”

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Além disso, o IGL quer explicações de Moraes a respeito da extensão de sua participação na consulta e na edição dos contratos mencionados no relatório da PF.

A representação também requereu a preservação dos documentos reunidos pela PF e a obtenção de cópias certificadas dos elementos tornados públicos no processo relatado por André Mendonça.

Leia também: "Os esquecidos do 8 de janeiro", reportagem publicada na Edição 336 da Revista Oeste

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