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Gestor que denunciou Master aciona STF para entrar em programa de proteção

Gestor que denunciou Master aciona STF para entrar em programa de proteção

Brasil Estado | 14/08/2026 às 10:45 | há 2 meses | 3 min de leitura

O fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira 12. O gestor pediu inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). Segundo a Polícia Federal (PF), ele foi monitorado ilegalmente pelo empresário Daniel Vorcaro e por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

A PF afirma que Sicário era operador da milícia privada “A Turma”, que atuaria a mando de Vorcaro. Ele se matou depois de ser preso em março. A defesa de Timerman pediu ao ministro André Mendonça, do STF, investigação sobre o grupo. As informações são do jornal O Globo.

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Os advogados querem saber se a milícia monitorou Timerman a mando do empresário Nelson Tanure. A PF e o Ministério Público Federal dizem que Tanure seria um possível sócio oculto do Banco Master. Ele, porém, nega a acusação. O STF não estabeleceu prazo para analisar os pedidos.

Mensagens citam ação contra Timerman

Tanure e Timerman mantêm disputas judiciais envolvendo papéis da Alliar e da Gafisa. Em 2025, a Justiça de São Paulo condenou Timerman por stalking contra Tanure. O gestor, porém, recorre da decisão e também move processo semelhante contra o empresário.

A defesa afirma que o risco à integridade física de Timerman aumentou. Os advogados dizem que pediram sua inclusão no Provita em março, mas não houve andamento nas diligências. A petição destaca conversa entre Vorcaro e Sicário, de agosto de 2024. Sicário defende uma medida mais drástica contra Timerman e seu advogado e cita uma reunião com “A Turma”. Vorcaro sugere o envio do grupo a São Paulo para “matar os negócios”.

Além disso, a PF afirma que o grupo rastreou dados pessoais de Timerman e fez monitoramento contínuo. A defesa, no entanto, alega que Vorcaro apenas encaminhou mensagens de outra pessoa e que “A Turma” não trabalhava exclusivamente para o executivo do Banco Master.

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A defesa de Tanure afirmou que o empresário nunca ouviu falar em Luiz Phillipi Mourão e só conheceu Sicário pela imprensa. Disse ainda que não integra o inquérito sigiloso no STF.

A defesa de Timerman pediu a identificação do remetente das mensagens encaminhadas por Vorcaro e sua prisão preventiva. Os advogados alegam que a morte de Sicário torna urgente a produção de depoimentos e a preservação das provas.

https://youtu.be/FfoL0xktAkI?si=HwvE26C2xZlq5mr4

Conexões de Vorcaro com Tanure

A equipe jurídica de Timerman pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e quer que o órgão reconheça a competência do STF. A defesa apresenta três argumentos para relacionar Tanure às ações de Vorcaro e Sicário.

O primeiro envolve o acesso antecipado a inquéritos sobre a Gafisa e o Master. Segundo os advogados, Vorcaro tinha documentos da Gafisa oito meses antes do pedido oficial de Tanure. No Banco Master, a dupla teria acessado documentos sigilosos um ano antes da solicitação.

O segundo envolve dossiês sobre a Esh Capital. Vorcaro compartilhou os arquivos com Sicário em dezembro de 2023. Os documentos haviam sido criados em janeiro. Na época, Timerman mantinha litígio apenas com Tanure e a Gafisa. A primeira denúncia contra o Master ocorreu dois meses depois.

Por fim, os advogados citam conversa de abril de 2025. Vorcaro atribuiu a Timerman um perfil de denúncias e determinou a apreensão do telefone do gestor. Sicário respondeu que havia pedido os dados e citou a condenação anterior de Timerman.

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