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Estrela apresenta plano de recuperação judicial com prazo de até 15 anos para pagamento de dívidas

Estrela apresenta plano de recuperação judicial com prazo de até 15 anos para pagamento de dívidas

Brasil Estado | 21/08/2026 às 15:30 | há 1 mês | 3 min de leitura

A Estrela apresentou à Justiça de Minas Gerais um plano de recuperação judicial que prevê até 15 anos para quitar os débitos com credores. A proposta considera um passivo concursal de R$ 109,3 milhões e prevê desconto de até 90% sobre parte das dívidas.

A maior parcela do passivo, equivalente a 92,4%, está na Classe III, formada por credores quirografários. O restante corresponde a créditos trabalhistas e a pequenas e microempresas.

Trabalhadores terão prioridade

Para os credores trabalhistas, a empresa propõe o pagamento integral das dívidas em até 12 meses depois da homologação do plano, respeitando o limite de 150 salários mínimos por credor.

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Já os credores das Classes III e IV teriam desconto de 90% sobre os valores devidos. O plano estabelece uma carência de 22 meses e prevê pagamentos mensais durante os dois primeiros anos de supervisão judicial. As parcelas passariam a ser anuais até o 15º ano.

A empresa também criou uma alternativa para credores que continuarem fornecendo produtos ou serviços ao grupo. Nesse modelo, eles poderiam receber integralmente os valores devidos, conforme condições vinculadas à concessão de crédito, antecipação de recebíveis ou retomada do fornecimento de insumos.

Estrela também prevê a possibilidade de fechar o capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) | Foto: Divulgação/Estrela

O passivo fiscal é ainda maior e chega a quase R$ 400 milhões. Para esse montante, a Estrela prevê o uso de mecanismos de negociação tributária e parcelamentos federais, além da manutenção de acordos já firmados.

Empresa aposta em novos negócios

O plano prevê cerca de R$ 15,8 milhões destinados ao pagamento dos créditos sujeitos à recuperação ao longo dos 15 anos. A empresa estima que esse compromisso represente menos de 5% do resultado gerado e permita manter o caixa positivo.

A estratégia de recuperação prevê a manutenção das duas fábricas da companhia, localizadas em Três Pontas (MG) e Itapira (SP). A Estrela também pretende ampliar sua atuação no mercado de colecionadores adultos, aproveitando a proximidade dos 90 anos da marca, em 2027.

Outra frente envolve o licenciamento de marcas para empresas de setores nos quais a companhia não atua diretamente. A medida permitiria ampliar a receita com royalties sem exigir novos investimentos industriais.

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O grupo também avalia usar sua capacidade produtiva para fabricar brindes corporativos e prestar serviços de manufatura para terceiros em períodos de menor demanda por brinquedos.

O plano ainda considera a expansão da Editora Estrela Cultural, parcerias para financiar a importação de insumos e eventual venda de unidades produtivas isoladas.

A empresa também prevê a possibilidade de fechar o capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de reduzir custos regulatórios e administrativos.

O plano ainda precisa ser negociado e aprovado pelos credores em assembleia. A homologação caberá à 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas (MG).

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