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Eduardo Bolsonaro diz que não houve contrapartida a Vorcaro por dinheiro doado a filme

Eduardo Bolsonaro diz que não houve contrapartida a Vorcaro por dinheiro doado a filme

Brasil Estado | 18/05/2026 às 09:05 | há 4 meses | 3 min de leitura

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não houve contrapartida ao dinheiro doado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. "A gente só tinha a oferecer a ele exposição para ele ser perseguido. Qual era a contrapartida do Vorcaro?", disse Eduardo durante uma live com o jornalista e amigo Paulo Figueiredo.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato nas eleições presidenciais deste ano e irmão de Eduardo, trocou mensagens com Vorcaro pedindo dinheiro para ajudar a bancar a produção do filme. Mensagens por escrito e áudio dos contatos de Flávio com o dono do Banco Master foram revelados pelo site Intercept Brasil. Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para bancar filme sobre Jair Bolsonaro.

Ao falar sobre o assunto, Eduardo estabeleceu uma diferença entre o dinheiro de Vorcaro para o filme e os R$ 129 milhões do Banco Master repassado ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Estão tentando forçar uma barra, forçar uma ilegalidade porque o alvo é o Flávio Bolsonaro", afirmou o ex-deputado, que exilou-se nos Estados Unidos e foi cassado em dezembro de 2025.

https://twitter.com/BolsonaroSP/status/2056141596685369613

Durante a live, Eduardo negou ter recebido dinheiro do fundo Hevangate, mas confirmou que contratou o advogado Paulo Calixto, agente legal do fundo, para cuidar de assuntos migratórios e "ajudar nessa questão de fundos".

O ex-deputado repetiu que investiu US$ 50 mil na fase inicial do filme para garantir um contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh. Ele afirmou que o contrato em que ele aparece como produtor-executivo é antigo e era provisório. Ele disse que não é produtor ou diretor e que não tem controle sobre as finanças da produção.

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Eduardo negou qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e disse que nunca conversou com o dono do Master. "Poderia ter tido, mas não tive nenhuma (relação)." Ele afirmou também que nunca recebeu dinheiro de Vorcaro ou de qualquer fundo ligado ao empresário. Eduardo defendeu o irmão Flávio, falando que o contato entre o senador e Vorcaro ficou restrito ao filme.

O ex-deputado afirmou que se mantém nos Estados Unidos vivendo de "renda passiva". Ele citou que recebeu R$ 2 milhões de uma campanha via Pix feita pelo pai, Jair Bolsonaro.

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Além disso, Eduardo afirmou que o orçamento do filme sobre Jair Bolsonaro é até "barato" para os padrões de Hollywood. O ex-deputado reforçou que, apesar das notícias envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, o irmão não irá desistir da candidatura à Presidência. "Essa possibilidade, ainda que aventada, seria o fim dessa eleição. Acho que só o Flávio consegue bater o Lula", declarou.


Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

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Fonte: Revista Oeste · Por Loriane Comeli

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