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Daniel Ortega retoma o poder e consolida regime autoritário na Nicarágua

Daniel Ortega retoma o poder e consolida regime autoritário na Nicarágua

Brasil Estado | 26/07/2026 às 07:15 | há 2 meses | 2 min de leitura

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, voltou ao poder em 2006 e, desde então, construiu um sistema político que eliminou progressivamente os mecanismos de alternância no país. Um passo a passo publicado pelo Instituto Millenium descreve a trajetória de mudanças eleitorais, controle institucional e repressão à oposição que consolidaram o domínio do líder sandinista.

O processo começou em 1999, quando grupos ligados a Ortega e ao então presidente Arnoldo Alemán firmaram o acordo conhecido como “El Pacto”. A negociação reduziu de 45% para 35% o percentual mínimo de votos necessário para vencer a eleição presidencial no primeiro turno, desde que o candidato tivesse vantagem de pelo menos 5 pontos percentuais sobre o segundo colocado.

Ortega e o retorno ao poder

Em 2006, Ortega voltou à Presidência com 37,9% dos votos. A oposição chegou dividida à disputa, o que favoreceu a vitória do candidato sandinista, 16 anos depois de sua saída do cargo. Em 2009, a Suprema Corte declarou inconstitucional a proibição de reeleição presidencial, apesar dos limites previstos na Constituição. Ortega foi reeleito em 2011 e venceu novamente as eleições de 2016 e 2021.

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Ao longo dos anos, o governo ampliou o controle sobre a Justiça, o Legislativo e o sistema eleitoral, além de restringir a atuação de veículos independentes, organizações não governamentais e grupos opositores. Em 2018, manifestações contra o governo foram reprimidas pelas forças de segurança. 

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A crise deixou centenas de mortos, segundo organismos internacionais e entidades de direitos humanos, além de provocar prisões e o exílio de opositores. Antes das eleições de 2021, candidatos adversários foram presos, entre eles Cristiana Chamorro, uma das principais opositoras de Ortega.

O fim da alternância

Em 2025, uma reforma constitucional ampliou os poderes do Executivo e criou a figura dos copresidentes, ocupada por Ortega e sua mulher, Rosario Murillo. A mudança também estendeu o mandato presidencial para seis anos.

https://www.youtube.com/watch?v=Psh_LDeIqP8

Em julho de 2026, Ortega anunciou o fim da alternância de poder na Nicarágua, consolidando um processo iniciado com mudanças eleitorais e institucionais que permitiram seu retorno e sua permanência no comando do país.

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