Dois episódios levaram a cúpula do Progressistas (PP) a concluir que não vale a pena integrar uma eventual chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo apurou Oeste com dirigentes da legenda.
O primeiro ocorreu durante a crise provocada pela investigação sobre o Banco Master. Integrantes do partido afirmam que o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), esperava uma reação diferente do aliado. Em vez de defendê-lo ou aguardar o avanço das investigações, Flávio adotou um discurso considerado ambíguo pelos dirigentes do PP. Em nota, o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que as acusações eram “graves” e deveriam ser apuradas. Depois, evitou vincular sua candidatura ao presidente do PP.
De acordo com integrantes da direção do PP, esse posicionamento ambíguo fragilizou Nogueira em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo do Master.
O segundo episódio ocorreu nas conversas sobre a sucessão presidencial. Em conversas privadas, Nogueira discutiu com o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), a possibilidade de lançar a ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata à Presidência. Contudo, essa conversa sofreu resistência imediata no Partido Liberal (PL).
Foi a partir daí que a direção do PP decidiu desembarcar da campanha presidencial de Flávio. “É um projeto pessoal, não uma união de forças para tirar o PT do poder”, disseram interlocutores do partido, ao criticarem o PL.
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O post Caso Master e veto a Tereza Cristina como cabeça de chapa afastaram PP de Flávio apareceu primeiro em Revista Oeste.