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Cuba celebra centenário de Fidel Castro em meio a novas tensões com os EUA

Cuba celebra centenário de Fidel Castro em meio a novas tensões com os EUA

Brasil Estado | 13/08/2026 às 08:45 | há 2 meses | 2 min de leitura

No centenário de nascimento de Fidel Castro, marcado nesta quinta-feira, 13, Cuba mantém homenagens e referências ao ex-ditador, enquanto o país atravessa uma nova fase nas relações com os Estados Unidos. Fidel comandou a ilha por quase cinco décadas e permanece como uma figura central da história política cubana.

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Em Cuba, o regime mantém a memória de Fidel como parte de sua identidade política. Fora da ilha, sua trajetória é alvo de avaliações distintas. Seus apoiadores o associam à Revolução Cubana e à resistência aos Estados Unidos. Críticos o apontam como responsável pela consolidação de uma gestão autoritária no país.

A Revolução Cubana e o impacto internacional

A bandeira de Cuba | Foto: Reprodução/ X

Fidel ganhou projeção internacional ao liderar a Revolução Cubana, que derrubou o governo do general Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959. Ao lado de Ernesto “Che” Guevara e outros integrantes do movimento revolucionário, assumiu o comando do país.

Nos anos seguintes, Fidel aproximou Cuba da União Soviética e implantou um regime de orientação comunista. A mudança alterou a estrutura política e econômica da ilha e provocou uma ruptura com os Estados Unidos.

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A relação entre os dois países se deteriorou rapidamente. Em 1961, ocorreu a fracassada invasão da Baía dos Porcos, organizada por exilados cubanos treinados e financiados pela CIA. No ano seguinte, a crise dos mísseis colocou Estados Unidos e União Soviética no centro de uma das situações mais tensas da Guerra Fria.

Fidel Castro: quase cinco décadas no poder

Fidel permaneceu à frente de Cuba até 2008, quando transferiu formalmente a liderança para o irmão, Raúl Castro. Antes disso, em 2006, havia se afastado temporariamente do posto por problemas de saúde.

Durante seu comando, Cuba enfrentou décadas de sanções econômicas dos Estados Unidos. O embargo norte-americano continua em vigor, embora Washington tenha alterado sua política em diferentes momentos.

Leia também: "Não chore por nós, Argentina", artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 334 da Revista Oeste

Fidel morreu em 25 de novembro de 2016, aos 90 anos. O regime cubano realizou cerimônias oficiais depois de sua morte e manteve sua imagem como referência política do regime.

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