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Correios suspendem parte do plano de reestruturação após ameaça de greve

Correios suspendem parte do plano de reestruturação após ameaça de greve

Brasil Estado | 09/07/2026 às 20:30 | há 3 meses | 3 min de leitura

Os Correios suspenderam, neste mês, parte do plano de reestruturação em curso na estatal. A informação é do jornal O Globo. A empresa recuou no fechamento de novas agências, na retirada de uma gratificação de R$ 500 para funcionários que atuam no atendimento ao público e na adoção de um sistema de mapeamento de recursos para entregas.

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A ameaça de servidores de entrarem em greve motivou a decisão. O governo havia apresentado o plano no ano passado como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$ 12 bilhões à estatal.

A direção dos Correios propôs a suspensão em carta enviada a sindicalistas, em resposta ao movimento grevista. Representantes dos trabalhadores estavam insatisfeitos com as medidas do plano e haviam planejado uma paralisação. Depois da proposta da direção, os sindicatos recuaram e mantiveram apenas o estado de greve.

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Segundo a carta, os Correios propuseram suspender o fechamento de unidades previstas no plano até 31 de julho de 2026. A suspensão não vale para unidades já fechadas ou em processo avançado de fechamento. O documento é assinado pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, e por diretores da empresa.

Durante o período de suspensão, a direção vai avaliar novos fechamentos com base em critérios técnicos, institucionais e sociais. Os Correios também suspenderam o sistema de dimensionamento de distribuição e se comprometeram a reavaliar a retirada de gratificações já encerradas.

Fechamento de agências é peça central de reestruturação dos Correios

Das mil unidades que a estatal pretendia fechar, com previsão de economia de R$ 2,1 bilhões, 256 agências já haviam encerrado atividades até o momento. A empresa considera essa medida uma das mais relevantes para sua recuperação financeira.

Os Correios vão anunciar em breve um novo programa de demissão voluntária, voltado apenas para as unidades que serão fechadas. Essas unidades somam 7 mil funcionários.

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A primeira rodada de desligamento voluntário deste ano teve resultado abaixo do esperado. Apenas 3.075 funcionários aderiram ao programa, frente a uma meta de 10 mil adesões. A economia alcançada foi de R$ 700 milhões, contra uma meta de R$ 1,4 bilhão.

Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o déficit da estatal somou R$ 3,1 bilhões, e a expectativa é de rombo ainda maior neste ano.

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A direção da empresa também negocia um novo empréstimo, agora de R$ 7 bilhões, como parte da estratégia para reverter os resultados negativos. Em nota, os Correios afirmaram que a suspensão das medidas é temporária e que as demais iniciativas do plano seguem em andamento, incluindo a venda de imóveis.

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