O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta quinta-feira, 2, uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o uso das redes sociais pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em publicação nas redes sociais, Carlos afirmou: "Tudo está sendo feito em nome da defesa da democracia, da lisura do processo eleitoral e da soberania nacional." Ele comparou a decisão ao fato de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o uso das redes liberado durante o período em que esteve preso.
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Moraes impediu que Jair Bolsonaro utilizasse suas redes sociais na pré-campanha de Flávio. O senador pretende apresentar um novo pedido ao Tribunal Superior Eleitoral e destaca que os perfis do ex-presidente somam cerca de 60 milhões de seguidores.
Justiça liberou manutenção das redes sociais de Lula durante a prisão
A segunda manchete destacada por Carlos, publicada pela revista Veja em maio de 2019, resgata um episódio envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Na ocasião, a conta oficial de Lula publicou uma mensagem em que ironizava Bolsonaro e seu filho Carlos Bolsonaro.
"Muita gente pergunta como eu tuito da cadeia. Do mesmo jeito que o Bolsonaro: eu tenho um filho que eu não controlo", disse Lula. "Se ele solto não controla o dele, imagina eu preso."
A publicação fazia referência ao fato de Carlos Bolsonaro ser apontado como um dos principais responsáveis pela comunicação digital do pai. Na época, Bolsonaro já havia reconhecido que recebia auxílio do filho na administração de suas redes sociais.
Lula, por sua vez, não tinha acesso direto à internet durante o período em que esteve preso, e suas postagens eram divulgadas por integrantes de sua equipe.
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