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Bacellar é alvo da PF por suspeita de vazar informações ao Comando Vermelho

Bacellar é alvo da PF por suspeita de vazar informações ao Comando Vermelho

Brasil Estado | 02/07/2026 às 08:00 | há 3 meses | 3 min de leitura

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar virou novamente alvo da Polícia Federal (PF), na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 2. A ação investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho (CV).

Ao todo, 14 pessoas são alvo da ofensiva, entre elas o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, segundo informações da Rede Globo.

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A investigação apura a existência de uma suposta rede de proteção responsável por repassar informações sigilosas sobre ações da PF contra a facção criminosa. Conforme os investigadores, os vazamentos teriam comprometido diligências, permitindo a destruição ou ocultação de provas e beneficiando integrantes do Comando Vermelho.

Sede histórica da Alerj | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Bacellar foi alvo da PF nas duas fases anteriores da operação da PF

As primeiras fases da Operação Unha e Carne ocorreram entre dezembro de 2025 e março deste ano. Na etapa inicial, Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, passou a ser investigado sob a suspeita de compartilhar informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que tinha como alvo o Comando Vermelho.

De acordo com a PF, o principal beneficiário do suposto vazamento seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. Apontado pelos investigadores como articulador político da facção, ele foi preso durante a operação.

Na segunda fase, também em dezembro, a investigação concentrou esforços para identificar a origem das informações vazadas. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Segundo a PF, o magistrado teria repassado informações sigilosas a Bacellar, que, em seguida, as transmitiria a TH Joias. A corporação afirma ter reunido mensagens, registros telefônicos e outros elementos que indicariam uma relação próxima entre os dois investigados.

O ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro TH Joias (MDB): comércio de drogas e armas, segundo a Justiça | Foto: Thiago Lontra/Alerj

A terceira etapa da operação foi deflagrada em março. Bacellar voltou a ser preso em sua residência, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em decorrência da cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral e de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

Naquele momento, o inquérito também passou a ser analisado no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, em razão dos possíveis reflexos das investigações sobre a atuação do Estado no enfrentamento ao crime organizado.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira nem o papel atribuído a cada um dos 14 investigados na nova fase da operação.

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