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Aliados de Bolsonaro criticam decisão de Moraes e falam em 'sequestro político'

Aliados de Bolsonaro criticam decisão de Moraes e falam em 'sequestro político'

Brasil Estado | 19/07/2026 às 18:15 | há 2 meses | 2 min de leitura

"Um juiz que teme o veredicto das urnas já não é juiz: é parte interessada, um carcereiro, um tirano", escreve Flávio Gordon, sobre a decisão de Alexandre de Moraes que ele define como sequestro do ex-presidente Jair Bolsonaro

Se ainda restava alguma dúvida quanto à natureza do regime que se instalou no Brasil sob o disfarce da defesa da democracia, a rotina de despachos que emana do gabinete de Alexandre de Moraes encarregou-se de dissipá-la. Aos analistas, poupa-se o trabalho de teorizar sobre o que é um estado de exceção quando basta, para demonstrá-lo, a simples crônica dos fatos.

Na segunda-feira 13, o ministro do Supremo Tribunal Federal suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao próprio pai, punindo o crime imperdoável de haver lido em público uma carta manuscrita do ex-presidente Jair Bolsonaro dirigida “aos brasileiros”.

https://www.youtube.com/watch?v=BZFTFGdOf8s

No sábado 18, coroando a obra com o requinte próprio dos déspotas meticulosos, Moraes negou até mesmo a visita de Javier Milei, chefe de Estado de uma nação vizinha e aliada, como se a presença de um presidente estrangeiro à cabeceira de um septuagenário em prisão domiciliar constituísse ameaça à ordem constitucional.

+ Entenda como funciona a política brasileira no guia de Oeste

Atente-se à lógica que preside o conjunto: um homem já silenciado nas redes, proibido de comunicar-se inclusive por intermédio de terceiros, vê-se agora privado do convívio com o filho e do encontro com um aliado internacional. E tudo isso “até o fim das eleições deste ano”.

Moraes e o sequestro de Bolsonaro

Alexandre de Moraes é inteiramente movido pelo calendário eleitoral. O processo aí é mero pretexto para o seu real objetivo: extirpar da disputa política não apenas um homem, mas um movimento inteiro, aquilo que a nomenklatura judiciária, valendo-se do vocabulário emprestado da imprensa progressista internacional, batizou de “populismo de extrema direita”.

Flávio Bolsonaro, agora pré-candidato ao Palácio do Planalto, resumiu o essencial ao dizer que usar a força do Estado para satisfazer devaneios pessoais não é Justiça, mas vingança. Um juiz que teme o veredicto das urnas já não é juiz: é parte interessada, um carcereiro, um tirano... É assim que o parceiro de Daniel Vorcaro entrará para a história, essa bem menos condescendente que as presentes instituições nacionais.

Leia também: "O cerco às urnas", reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 331 da Revista Oeste

O post O sequestro político de Jair Bolsonaro apareceu primeiro em Revista Oeste.

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