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Ala de senadores do PL rechaça ‘acordão’ e defende impeachment de ministros do STF

Ala de senadores do PL rechaça ‘acordão’ e defende impeachment de ministros do STF

Brasil Estado | 13/10/2026 às 17:15 | há 1 dia | 4 min de leitura

A maioria dos senadores eleitos pelo Partido Liberal (PL), que somarão 28 parlamentares em 2027, chegou à Casa em virtude do compromisso com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sua principal bandeira.

Há alguns dias, contudo, parte dessa bancada começou a considerar a possibilidade de outras medidas, que não a destituição dos juízes do STF, portanto, um "acordão".

Ouvidos reservadamente por Oeste, outros senadores do PL rejeitaram tirar o assunto da pauta.

A avaliação desses parlamentares é que o resultado das urnas representa uma cobrança por mudanças no tribunal.

Para essa ala do PL, a defesa do impeachment não pode ficar restrita ao palanque. Mesmo outras siglas, que podem ajudar na destituição de magistrados, não querem sentar-se à mesa. "Da minha parte, não haverá trégua", prometeu um senador à coluna.

Um deles observou que a prioridade, agora, será criar condições políticas para que os requerimentos sejam efetivamente analisados.

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O primeiro desafio passa pela eleição para a presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027.

O comando da Casa é considerado decisivo, uma vez que cabe ao presidente receber e dar encaminhamento inicial às denúncias apresentadas contra ministros do STF.

Alcolumbre se aproximou de Lula próximo às eleições e pautou a PEC do Fim da Escala 6x1 antes do 2º turno no Senado a pedido do petista | Foto: REUTERS/Adriano Machado

Nesse cenário, a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) é vista por integrantes da oposição como um obstáculo ao avanço dos processos.

Em agosto de 2025, durante uma reunião com líderes partidários, o senador afirmou que não pautaria o impeachment de Moraes nem mesmo se o pedido reunisse as assinaturas dos 81 integrantes da Casa.

A declaração ocorreu em meio à mobilização da oposição, que havia conseguido o apoio de 41 senadores para pressionar pela análise de um requerimento contra o ministro. Apesar das assinaturas, a iniciativa não avançou.

Sucessão de Alcolumbre no centro das articulações

Entre os nomes mencionados nas conversas sobre a próxima presidência do Senado estão Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha | Foto: Reprodução/YouTube

Marinho, líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, é uma das principais referências do PL na Casa.

A participação em um eventual governo Flávio, inclusive em um ministério de articulação política, como a Casa Civil, também aparece entre as hipóteses discutidas.

Tereza, por sua vez, surge como alternativa nas articulações entre partidos de direita e centro-direita.

A senadora, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, também poderia representar um marco na composição da Mesa Diretora diante da ampliação da bancada feminina.

A senadora Tereza Cristina é ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro | Foto: Ton Molina/Agência Senado

Decisões recentes de Moraes não afastam cobrança

Outro ponto mencionado nas conversas com parlamentares do PL é a sequência de decisões recentes de Moraes que envolvem integrantes do campo conservador.

Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária extraordinária do STF, em 15/9/2026 | Foto: Foto: Rosinei Coutinho/STF

Na semana passada, o ministro determinou o arquivamento de uma investigação que incluía o senador Marcos do Val (Avante-RS) e os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio. A decisão ocorreu após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou insuficiência de provas para o prosseguimento daquela apuração.

O arquivamento, porém, não encerrou todos os procedimentos que envolvem os investigados.

Também houve decisão favorável à progressão de regime da cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como "Débora do batom", condenada pelo 8 de janeiro de 2023.

Na segunda-feira 12, Moraes autorizou Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, depois de 90 dias de restrição.

Na avaliação de um senador eleito ouvido por Oeste, essas medidas podem ser "sinal de tentativa de aproximação” com a direita, mas não “suficiente para justificar um entendimento político que impedisse a análise dos pedidos de impeachment".

Leia também: "Virada à direita", reportagem publicada na Edição 344 da Revista Oeste

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