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Ala da Polícia Federal busca envolver AGU em reação a decisões de Mendonça sobre INSS

Ala da Polícia Federal busca envolver AGU em reação a decisões de Mendonça sobre INSS

Brasil Estado | 30/07/2026 às 16:45 | há 2 meses | 2 min de leitura

Uma ala da Polícia Federal (PF) ligada ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, procura envolver a Advocacia-Geral da União (AGU) numa reação às decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas investigações sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

O grupo busca uma forma de interpelar as determinações pelas quais Mendonça reforçou a fiscalização sobre a atuação da PF no caso. Nos bastidores, integrantes da corporação acusam o ministro de interferir na administração interna e de avançar sobre a prerrogativa da instituição de definir as equipes responsáveis pelos inquéritos.

As medidas de Mendonça, contudo, foram tomadas depois de a cúpula da PF promover alterações numa investigação que alcançou personagens politicamente sensíveis, entre eles Lulinha, filho do presidente. Diante das mudanças, o ministro cobrou explicações e adotou mecanismos destinados a preservar a continuidade das apurações.

A movimentação da ala ligada a Andrei representa, portanto, o capítulo mais recente de uma pressão sobre Mendonça, que procura impedir que decisões administrativas possam comprometer os inquéritos.

A Oeste, um advogado da União acredita que a AGU não entrará nessa disputa.

Queda de braço entre a PF e Mendonça

Lula com ministro Flávio Dino e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues - 05/09/2023 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A tensão entre Mendonça e a corporação aumentou após a cúpula da PF retirar a investigação do INSS da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e transferir para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores.

A alteração surpreendeu investigadores que acompanhavam o caso desde as etapas anteriores. Dessa forma, Mendonça cobrou explicações.

A PF respondeu que a reorganização tinha caráter meramente administrativo e buscava aumentar a eficiência das apurações.

As justificativas, porém, não afastaram a necessidade de maior controle sobre mudanças capazes de afetar o andamento dos inquéritos.

O ministro determinou que alterações nas equipes fossem comunicadas e justificadas. Também exigiu que os atos praticados pela corporação fossem juntados imediatamente aos autos.

As medidas buscavam impedir que a troca de investigadores provocasse atrasos, perda de informações ou mudanças na direção da apuração.

Leia também: "Ameaça suprema", reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste

O post A mais recente pressão sobre Mendonça no caso do INSS apareceu primeiro em Revista Oeste.

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