Nesta sexta-feira, 1°, a defesa de Débora Rodrigues, conhecida por ter manchado a Estátua da Justiça com batom durante o 8 de janeiro, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o recáculo da pena da cabeleireira, condenada a 14 anos de prisão, com base no Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, cujos vetos de Lula caíram ontem depois de votação no Parlamento.
Os advogados Hélio Júnior e Taniéli Telles afirmaram que as mudanças do PL devem retroagir para alcançar condenações já impostas, inclusive na fase de execução.
Conforme eles, o texto prevê redução de um terço a dois terços da pena nos casos de atuação em multidão sem liderança ou financiamento.
A defesa também pediu a progressão de regime. De acordo com a petição, Débora está perto de cumprir o requisito temporal necessário para a transferência ao semiaberto, com previsão para 9 de junho deste ano.
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Entrevista com Débora do Batom
Em sua primeira entrevista, Débora relatou a vida na cadeia, as ameaças de outras detentas, a separação dos filhos e a rotina em prisão domiciliar pós-condenação.
Atualmente, ela vive com o marido e os filhos em Paulínia, interior de São Paulo.
No 8 de janeiro, uma fotojornalista da Folha de S.Paulo registrou o momento no qual Débora escreveu "perdeu, mané" no monumento.
A fala é uma referência que faz alusão à fala do então ministro Luís Roberto Barroso, em dezembro de 2022, proferida a um manifestante.
Leia também: "A moça do batom", reportagem publicada na Edição 317 da Revista Oeste
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Fonte: Revista Oeste · Por Cristyan Costa