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Zema defende privatização da Petrobras e do Banco do Brasil

Zema defende privatização da Petrobras e do Banco do Brasil

Brasil Estado | 18/07/2026 às 19:15 | há 2 meses | 3 min de leitura

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou, neste sábado, 18, que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em outubro. Durante discurso no encontro nacional do partido, em São Paulo, ele disse que os recursos obtidos com as privatizações serão destinados a investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias e portos.

Segundo o presidenciável, a medida integra a terceira missão de um eventual governo, voltada para "virar a chave do crescimento e da prosperidade". "Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil", enfatizou Zema. "E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo país inteiro."

O ex-governador mineiro defendeu corte de gastos públicos, redução da dívida e queda dos juros. "Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado", criticou. "Nenhuma nação chegou ao primeiro mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho."

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Na primeira parte do discurso, Zema voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula", afirmou diversas vezes, ao acusar o Executivo federal de permitir o avanço das facções criminosas, gastar recursos "para se manter no poder" e manter políticas de cotas e "doutrinação progressista" nas escolas.

Zema defende impeachment de Moraes

O pré-candidato do Novo à Presidência também direcionou críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Zema afirmou que o país "não aguenta mais quatro anos" da dupla na Corte.

Na mesma linha do que defende o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, o político do Novo pregou: "Vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes".

https://www.youtube.com/watch?v=JgJPbJHaKHU

Ao defender sua gestão em Minas Gerais, Zema afirmou que recebeu do PT um Estado "arruinado". Nesse sentido, disse que sua administração colocou as contas públicas em equilíbrio, atraiu R$ 500 bilhões em investimentos privados e gerou mais de 1 milhão de empregos.

O presidenciável do Novo também prometeu mudanças no Judiciário e no sistema político, caso seja eleito. Segundo ele, pretende acabar com os supersalários, o foro privilegiado e as decisões monocráticas no STF, além de proibir que parentes de ministros atuem como advogados perante as respectivas Cortes.

"Vamos passar uma faca nas mordomias, nos supersalários e nos privilégios. Nós vamos acabar com as decisões monocráticas", afirmou o ex-governador de Minas Gerais. "Vamos proibir parentes de ministros de advogar nos mesmos tribunais. Vamos acabar com o foro privilegiado", declarou.

Durante a fala, Zema voltou a criticar o decano do STF. "Gilmar Mendes, não adianta você me processar", afirmou. "Você não vai me calar."

https://www.youtube.com/watch?v=DcakQHYGE9U

Ao defender sua experiência administrativa, o ex-governador afirmou que pretende repetir no Brasil medidas adotadas em Minas Gerais. Também ironizou a dificuldade do PT para encontrar um candidato ao governo mineiro em 2026, dizendo que Lula passou "os últimos seis meses" procurando um nome e "só tomou porta na cara", até que o ex-ministro Patrus Ananias aceitou disputar o cargo.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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