A viúva do ativista republicano Charlie Kirk, Erika Kirk, contou como tem enfrentado o luto pela morte do marido, assassinado a tiros em 10 de setembro de 2025.
Em artigo de opinião publicado pelo jornal The New York Times, Erika relatou como está sendo o primeiro ano sem o marido e revelou o conselho que recebeu de Usha Vance, mulher do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance: atravessar a dor 15 minutos de cada vez.
O ativista republicano, líder e fundador do movimento Turning Point USA, foi assassinado durante um evento na Universidade de Utah, nos EUA. Charlie Kirk tinha 31 anos e deixou dois filhos.
Encontro com os filhos
Erika começou o artigo relatando o dia seguinte à morte do marido, quando voltou para casa, em Phoenix, e reencontrou os filhos. As crianças não sabiam onde a mãe estava, o que havia acontecido nem que o pai havia morrido.
“Só se importam com o fato de eu estar em casa”, escreveu Erika.
Ao entrar em casa, Erika contou que sentiu uma forte pressão no peito e percebeu uma onda de dor. Ela se sentou no sofá onde Charlie havia ficado dois dias antes, assistindo a um jogo de beisebol com os filhos.
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Nos primeiros dias em casa, Erika evitou alguns cômodos. Ela contou que teve dificuldade para entrar no banheiro e olhar para os objetos que pertenciam ao marido.
“Sua escova de dentes ainda estava deitada, sua toalha ainda pendia do gancho", disse Erika.
Ela também evitou o quarto do casal. Em determinado momento, entrou no cômodo, viu o travesseiro de Charlie e se lembrou das manhãs que os dois haviam passado juntos. Erika contou que não estava pronta para permanecer ali e decidiu dormir com a filha de 3 anos.
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Em meio à dificuldade para lidar com a perda, Erika contou a Usha Vance que não sabia como conseguiria seguir em frente. De acordo com a viúva, Usha segurou sua mão e comparou a situação a uma viagem de avião com crianças. Segundo Erika, a orientação foi atravessar os próximos 15 minutos e esperar que, assim como no pouso, a situação se acalmasse.
O luto de Erika Kirk
Erika relatou que o sofrimento se intensificou em diferentes momentos ao longo do primeiro ano sem Charlie. Ela citou, por exemplo, o aniversário do ativista e o aniversário dela. Também mencionou datas como o Dia de Ação de Graças — feriado norte-americano —, o Natal e a Páscoa. Outros momentos difíceis foram o aniversário de casamento e o aniversário de 4 anos da filha do casal.
Ela também descreveu a dificuldade de manter antigas tradições familiares, como montar a árvore de Natal, por exemplo.
“Percebi que ser viúva significa que as antigas tradições terão de abrir espaço para novas”, refletiu Erika.
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Com o passar dos meses, Erika afirmou que aprendeu a reconhecer os momentos de dor. Ela disse que a tristeza permanece, mas se manifesta de outra forma. Em algumas ocasiões, Erika considerou que esse sentimento a faz se sentir mais próxima de Charlie.
“De vez em quando, perguntam-me se sinto raiva de Deus”, contou a viúva. “Digo que não. Meu marido era único. Fui abençoada por ser sua esposa e compreendia sua missão aqui na terra, que ele cumpriu mais do que plenamente.”
Erika afirmou que consegue sentir a falta do marido e, ao mesmo tempo, encontrar momentos de alegria ao lado dos filhos. Para ela, seguir vivendo não significa deixar o luto para trás.
Ao final do relato, Erika estendeu o conselho que recebeu de Usha Vance para outras pessoas que enfrentam uma perda. Ela afirma que não pretende dizer aos enlutados o que devem sentir ou garantir que o dia seguinte será melhor.
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