A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) decidiu manter Alexandre de Moraes no quadro de professores da instituição e não pretende comentar publicamente as suspeitas que envolvem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Banco Master. Questionada por Oeste, sobre a permanência de Moraes como docente, a direção respondeu que “a faculdade não irá se pronunciar sobre a questão”.
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A manifestação foi enviada em resposta à solicitação de esclarecimentos sobre a situação do ministro diante das revelações recentes da investigação da Polícia Federal (PF). Moraes é professor titular da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, tradicional unidade da USP.
A posição da universidade ocorre em meio à divulgação de informações sobre a relação de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso no âmbito das investigações sobre fraudes envolvendo a instituição financeira.
Mensagens e contrato milionário entre Vorcaro e Moraes
Relatório da PF tornado público pelo ministro André Mendonça, do STF, reuniu mensagens, contratos e registros de encontros entre Vorcaro e um número atribuído a Moraes. As informações passaram a integrar a investigação sobre as relações do empresário com autoridades e agentes públicos.
Entre os elementos revelados está a atuação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Segundo análise da PF, metadados do documento indicam que o ministro fez alterações na versão final do contrato.
O acordo previa pagamentos mensais ao escritório. O escritório de Viviane afirmou ter consultado Moraes sobre possíveis impedimentos legais antes da assinatura e sustentou que o ministro nunca julgou processos envolvendo o Banco Master.
As mensagens também mostram Vorcaro procurando contato com Moraes para tratar de diferentes assuntos. Em uma delas, o empresário teria consultado o ministro sobre a possibilidade de deixar o país antes de ser preso, informação que passou a ser analisada pela PF no contexto da investigação.
A divulgação do material ampliou a crise interna no Supremo e provocou embates entre Moraes e Mendonça. O episódio também colocou sob escrutínio a relação de ministros da Corte com pessoas investigadas no caso Master.
Nesse cenário, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco foi procurada especificamente sobre a permanência de Moraes no corpo docente. A resposta da instituição, contudo, foi de que não comentaria o assunto.
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