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Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e vê indícios de ilicitude

Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos e vê indícios de ilicitude

Brasil Estado | 30/08/2026 às 16:15 | há 1 mês | 3 min de leitura

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirou de pauta o julgamento do registro de candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. A análise começaria na segunda-feira, 31, no plenário virtual. Toffoli apontou indícios de ilicitude por possível descumprimento da legislação eleitoral.

O ministro publicou o despacho neste sábado, 29. Ele afirmou que Renan e o vice Aroldo Medina apresentaram 18 perfis em redes sociais. A documentação foi enviada à Corte em 19 de agosto. O pedido de registro original ocorreu no dia 7 do mesmo mês.

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As informações complementares foram entregues fora do prazo legal. A intempestividade motivou a análise do tribunal.

Toffoli destacou que as contas em redes sociais descumpriram dispositivos da legislação e de resoluções do TSE. Segundo a norma, os candidatos só podem usar na campanha os endereços eletrônicos preexistentes ocultos do registro inicial 48 horas depois de registrarem os canais na Justiça Eleitoral.

https://www.youtube.com/watch?v=gV564Fj2Qv0&t=402s

Os candidatos apresentaram petições em 19 de agosto de 2026 para informar 18 novos perfis em redes sociais. Os dados complementam o registro enviado em 7 de agosto. A declaração consta na decisão do ministro Dias Toffoli. A atualização do cadastro atende às exigências da Justiça Eleitoral.

O que diz a legislação

A legislação obriga os candidatos a informar seus sites de campanha à Justiça Eleitoral. A exigência está prevista na Lei nº 9.504/1997. As resoluções do TSE também cobram a declaração das redes sociais. A regra vale para o momento do registro da candidatura.

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O artigo 57-B da lei estabelece a norma, que o artigo 28 da Resolução TSE nº 23.610/2019 reforça. Toffoli citou ainda a Resolução TSE nº 23.609/2019, artigo 24, inciso VIII, que também trata da necessidade de informar os endereços eletrônicos utilizados na campanha.

A retirada de pauta significa que o julgamento não ocorrerá na data prevista. O ministro determinou que o processo seja reanalisado depois que a chapa regularizar a situação ou apresente defesa.

Quem é Renan Santos

Renan Santos, de 42 anos, é empresário e ativista político. Ele lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a fundar em 2014. O movimento teve origem nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015 e 2016, e depois se transformou em partido político, o Missão, criado em 2025.

Esta é a primeira eleição de Renan como candidato à Presidência. Ele estudou Direito na USP, mas não concluiu o curso.

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Entre as propostas do candidato estão condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas, substituir a CLT por um regime de negociação direta entre contratantes e trabalhadores e extinguir a Justiça do Trabalho. Ele também defende a criação de uma reserva nacional em criptomoedas, frentes de trabalho para reduzir a dependência do Bolsa Família e uma PEC para promover corte de gastos públicos.

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