O ex-prefeito de Caxias e candidato a deputado federal Paulo Marinho Jr. (PL-MA) destinou ao menos R$ 11,6 milhões em emendas parlamentares a municípios ligados ao grupo político do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), durante o período em que ocupou a vaga do parlamentar na Câmara. Maranhãozinho é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por suspeitas de corrupção na destinação de emendas.
Os repasses foram identificados em dados do Portal da Transparência e alcançaram pelo menos oito municípios associados à área de influência política de Maranhãozinho. Entre eles estão cidades administradas por aliados ou familiares do deputado, como Zé Doca e Centro do Guilherme, conforme divulgado pelo portal Metrópoles.
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Paulo Marinho Jr. assumiu o mandato como suplente de Maranhãozinho por cerca de quatro meses, entre o fim de 2023 e o início de 2024, durante uma licença do titular. Ele havia sido eleito suplente na chapa de 2022.
Dos valores analisados, R$ 2,03 milhões foram destinados a Zé Doca, administrada por Flavinha Cunha (PL-MA), irmã de Maranhãozinho. Maranhãozinho, município que é considerado o berço político do deputado, recebeu R$ 1,37 milhão.
Centro do Guilherme teve pouco mais de R$ 1 milhão em emendas indicadas pelo então parlamentar. A cidade é ligada politicamente à deputada federal Detinha (PL-MA), mulher de Maranhãozinho e ex-prefeita do município.
Outros municípios também receberam valores expressivos. Cândido Mendes, Chapadinha e Palmeirândia foram contemplados, cada um, com R$ 1,5 milhão. Governador Newton Bello recebeu R$ 1,42 milhão e Santa Luzia do Paruá, R$ 1,35 milhão.
A concentração dos recursos em municípios ligados ao grupo político de Maranhãozinho chama atenção porque, durante o período em que exerceu o mandato, Paulo Marinho Jr. não destinou emendas a Caxias, seu principal reduto eleitoral e cidade onde havia sido vice-prefeito.
Deputado é investigado por suspeita de corrupção
Paulo Marinho Jr. afirmou ao Metrópoles que as indicações das emendas já estavam definidas quando assumiu a cadeira na Câmara. “Ao assumir o mandato, as indicações das emendas parlamentares já haviam sido realizadas”, declarou.
O político disse ainda que decidiu não modificar a destinação dos recursos por considerar que isso seria uma questão de coerência. Segundo ele, as escolhas haviam sido feitas pelo deputado Josimar Maranhãozinho e por seu gabinete.
As emendas de Maranhãozinho estão no centro de investigações da PF e do Ministério Público. O deputado foi denunciado no Supremo Tribunal Federal e condenado por corrupção passiva em processo relacionado ao uso de recursos parlamentares.
Segundo os investigadores, o parlamentar seria ligado a um esquema de cobrança de propina de prefeitos em troca da liberação de emendas. A suspeita é de que a vantagem indevida correspondesse a 25% do valor destinado aos municípios.
De acordo com a investigação, prefeitos que se recusassem a participar do esquema eram pressionados a realizar os pagamentos. Maranhãozinho nega as acusações e é alvo das medidas judiciais relacionadas ao caso.
O post Suplente na Câmara destinou R$ 11,6 mi em emendas a redutos de aliado investigado apareceu primeiro em Revista Oeste.