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Sociedade Rural pede diversificação de mercados para manter competitividade da carne brasileira

Sociedade Rural pede diversificação de mercados para manter competitividade da carne brasileira

Brasil Estado | 14/07/2026 às 16:30 | há 3 meses | 2 min de leitura

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou que vê com preocupação iniciativas que imponham restrições ao uso de antimicrobianos na bovinocultura sem critérios técnicos e científicos. A entidade quer que o Brasil atenda às exigências sanitárias de cada mercado de forma específica, sem adotar restrições nacionais que comprometam a competitividade da cadeia produtiva.

Em nota, a SRB lembrou que a União Europeia definiu, em 2019, e reforçou, em 2023, o cronograma para novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, com entrada em vigor em 3 de setembro de 2026. Segundo a entidade, o prazo permitia planejamento, mas as adaptações não avançaram no tempo adequado.

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A associação afirmou que eventuais soluções não devem provocar mudanças amplas na legislação brasileira nem transferir ao pecuarista o custo de uma adequação voltada exclusivamente ao mercado europeu. Para a SRB, exigências diferenciadas devem ficar restritas às cadeias destinadas a esses mercados.

A entidade também defendeu a separação entre rastreabilidade da produção e uso de antimicrobianos. Segundo a SRB, a rastreabilidade pode ser aprimorada com sistemas como SISBOV, GTA e auditorias nas propriedades, enquanto os antimicrobianos são utilizados há décadas para garantir eficiência produtiva.

Sociedade Rural Brasileira diz que abertura de mercados é prioridade

A SBR lembrou que a China, principal destino da carne bovina brasileira, importou quase 1,7 milhão de toneladas em 2025, gerando US$ 8,8 bilhões. Além disso, afirmou que o Brasil deve concentrar esforços na abertura de mercados estratégicos, como o Japão.

Segundo a entidade, o mercado japonês representa reconhecimento da qualidade sanitária da carne brasileira e fortalece a credibilidade das instituições nacionais. As negociações avançaram depois do reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação.

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Para a associação, o cenário internacional cria uma oportunidade para ampliar a presença da carne brasileira no Japão. A SRB citou os preços elevados da carne nos Estados Unidos e a necessidade japonesa de diversificar fornecedores. A defesa da entidade, portanto, é de que o Brasil priorize mercados de maior valor agregado sem comprometer a competitividade da pecuária nacional.

https://youtu.be/mgONNOV8y38?si=mRywaaLRW6zpFeZd

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