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Sidônio Palmeira critica tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Sidônio Palmeira critica tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Brasil Estado | 22/07/2026 às 22:45 | há 2 meses | 3 min de leitura

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, criticou a aplicação da tarifa adicional de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos exportados pelo Brasil. De acordo com ele, não há justificativa plausível para a medida, que entrou em vigor na madrugada desta quarta-feira, 22.

"Não tem nenhuma base para isso", disse Sidônio, em relação ao tarifaço norte-americano. A declaração foi data a Oeste durante evento no Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo.

Ainda sobre a relação comercial entre Brasil e EUA, o chefe da Secom saiu em defesa do trabalho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ministro, foram feitas mais de 30 reuniões. Ele, entretanto, não comentou o fato de o Palácio do Planalto não enviar representante à série de audiências realizada no começo do mês pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

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Diferentemente do governo Lula, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou das audiências do USTR. Ele pediu a suspensão das tarifas.

Registro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em audiência do USTR, em Washington, D.C. | Foto: Fernando Pessoa/Equipe de Flávio Bolsonaro

Sidônio ainda citou que as negociações com o governo norte-americano visando a derrubada do tarifaço prosseguem. Contudo, afirmou que Lula não negociará a "soberania" nem eventuais mudanças no Pix, sistema de pagamento implantado no Brasil em 2020, sob a gestão de Roberto Campos Neto no comando do Banco Central. Campos Neto havia sido indicado ao cargo pelo então presidenta Jair Bolsonaro.

Sidônio defende gestos de Lula e rechaça imposição de sigilos

Indagado a respeito da postura de Lula, que se apresenta como pré-candidato à reeleição, Sidônio Palmeira elogiou o jeito do petista. De acordo com o ministro, o presidente da República "mais acerta do que erra" em termos de comunicação. Sobre o fato de o petista ter mostrado o dedo do meio durante discurso realizado neste mês em evento oficial no Palácio do Planalto, o chefe da Secom classificou o gesto como "muito, muito pequeno".

O titular da Secretaria de Comunicação Social negou, por fim, o fato de o governo federal impor sigilos em diversas situações. "Não tem nenhuma [informação sob sigilo]", afirmou. "Temos total interesse na transparência."

Somente neste ano, o governo Lula foi responsável por impor sigilo em ao menos três ocasiões:

  1. parecer do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria (janeiro);
  2. cartas enviadas a Lula (março); e
  3. processos de autorização para operações de apostas esportivas, as bets, no país (junho, sigilo por cem anos).
https://www.youtube.com/watch?v=K_BY74-uOq4

Leia também: "O governo do sigilo", reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 297 da Revista Oeste

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