A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu nesta sexta-feira, 17, a tarifa de 25% anunciada pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o Brasil prejudica produtores norte-americanos.
"Por anos, o Brasil colocou agricultores e pecuaristas norte-americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal", escreveu Brooke. "Esses dias de injustiça estão acabando."
For years, Brazil has put American farmers and producers at a disadvantage through unfair trade practices and illegal deforestation.
Thank you, @POTUS and @USTradeRep, for taking action to hold Brazil accountable and fight for America's farmers.
Brazil’s unfair 18%… https://t.co/CyPFH6J7yF
— Secretary Brooke Rollins (@SecRollins) July 17, 2026
A secretária também agradeceu a Trump e ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) pela decisão.
Secretária cita etanol e desmatamento
Brooke afirmou que a investigação aberta pelo USTR encontrou indícios de práticas que prejudicam produtores norte-americanos. Entre elas, citou a tarifa de importação aplicada pelo Brasil ao etanol dos EUA e alegações de concorrência desleal relacionadas à comercialização de produtos associados ao desmatamento ilegal.
"A tarifa injusta de 18% do Brasil sobre o etanol norte-americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o Brasil em mais de 87% desde 2018", afirmou Brooke.
Segundo Brooke, a política comercial do governo Trump busca garantir condições mais equilibradas para agricultores e pecuaristas norte-americanos.
"Estamos lutando para abrir mercados, garantir condições de concorrência justas e colocar os agricultores e produtores dos Estados Unidos em primeiro lugar", acrescentou a secretária de Agricultura.
Ela afirmou que Washington continuará pressionando países que, na avaliação da Casa Branca, mantêm barreiras consideradas injustas ao comércio.
Quando a tarifa entra em vigor?
Trump anunciou, na última quarta-feira, 15, a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida deve entrar em vigor em 22 de julho, caso os dois países não cheguem a um acordo antes dessa data.
Em nota, o governo brasileiro rebateu as acusações de que a produção agropecuária brasileira se beneficie do desmatamento para produzir de modo mais barato. A gestão de Lula afirmou que o USTR utiliza dados antigos, ainda da gestão Bolsonaro, para acusar o país de más práticas ambientais e que provou fartamente que o argumento é infundado.
O governo brasileiro tenta reverter a decisão por meio de negociações diplomáticas e comerciais. Ao mesmo tempo, prepara possíveis medidas de resposta caso a tarifa seja mantida.
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