O governo de São Paulo confirmou nesta quarta-feira, 16, o primeiro caso de gripe aviária em uma ave silvestre no Estado em 2026. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária identificou o vírus em uma irerê resgatada no município de Guaíra, no interior paulista.
O laboratório analisou o material coletado em 8 de julho, depois de encaminharem a ave para o zoológico da cidade.
Estado adota medidas sanitárias em Guaíra
Depois da confirmação do caso, a Defesa Agropecuária interditou temporariamente o trânsito de animais no zoológico e iniciou uma investigação epidemiológica. O órgão também intensificou a vigilância em três granjas localizadas em um raio de dez quilômetros do foco.
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, duas dessas granjas passam pelo período de vazio sanitário e, por isso, não abrigam aves. Os responsáveis técnicos pelas propriedades receberam orientações sobre os protocolos de prevenção.
A Defesa Agropecuária reforçou que o consumo de carne de aves e de ovos não transmite a gripe aviária. O órgão orienta a população a não tocar em aves doentes ou mortas e a comunicar imediatamente qualquer suspeita ao Serviço Veterinário Oficial.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que não há registros da doença em humanos em São Paulo. A pasta monitora as pessoas que tiveram contato com a ave durante o atendimento da ocorrência.
Em nota, a secretaria afirmou que acompanha o cenário em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Segundo o governo, o Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025, continua em vigor para orientar as ações de resposta.
As autoridades ressaltam que a infecção em humanos ocorre, principalmente, por contato direto com aves infectadas, razão pela qual recomendam evitar qualquer manipulação desses animais sem equipamentos de proteção.
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