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Renan Calheiros perde o Senado pela primeira vez em 22 anos em Alagoas

Renan Calheiros perde o Senado pela primeira vez em 22 anos em Alagoas

Brasil Estado | 05/10/2026 às 08:00 | há 1 semana | 2 min de leitura

Renan Calheiros (MDB) ficou de fora do Senado nas eleições deste domingo, 4. Essa é a primeira derrota do político para a Casa em 22 anos. O ex-presidente do Senado somou 22,34% dos votos, atrás de Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara, com 28,99%, e de Marina JHC (PSDB), mulher do ex-prefeito de Maceió JHC, com 28,03%.

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Em terceiro lugar, o parlamentar reuniu 711.418 votos. A derrota veio acompanhada da de Renan Filho (MDB), filho de Calheiros, que não conseguiu se eleger governador.

Trajetória de Renan

A eleição encerra, por ora, mais de 45 anos de vida pública. Renan começou no fim dos anos 1970, como deputado estadual em Alagoas pelo MDB, então oposição ao regime militar. Em 1982, elegeu-se deputado federal, cargo que renovou quatro anos depois, e participou da Assembleia Nacional Constituinte que redigiu a Constituição de 1988. No governo Collor, foi líder do governo na Câmara, antes de romper com o grupo do então presidente.

A chegada ao Senado veio em 1994, com posse no início de 1995, seguida de reeleições sucessivas por Alagoas. Entre 1998 e 1999, licenciou-se do mandato para comandar o Ministério da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso. À frente do Senado e do Congresso, cumpriu dois períodos como presidente: de 2005 a 2007 e de 2013 a 2017.

Foi sob o comando de Renan Calheiros que o Senado conduziu o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016I Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Em 2007, respondeu a processo no Conselho de Ética, depois da denúncia de que um funcionário da construtora Mendes Júnior teria arcado com a pensão alimentícia de uma filha do senador; o plenário rejeitou a cassação em setembro, e, em dezembro, Renan renunciou à presidência da Casa, mas manteve o mandato. Em 2016, o STF recebeu denúncia contra ele por peculato — uma liminar chegou a afastá-lo da presidência do Senado, revertida pelo plenário, mas a Corte decidiu que ele não poderia substituir o presidente da República por ser réu em ação penal.

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Foi sob o comando dele que o Senado conduziu o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Cinco anos depois, Renan voltou ao centro do noticiário como relator da CPI da Pandemia.

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