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Ramagem afirma que extradição não ocorrerá e planeja voltar ao Brasil

Ramagem afirma que extradição não ocorrerá e planeja voltar ao Brasil

Brasil Estado | 05/07/2026 às 21:45 | há 3 meses | 2 min de leitura

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou, em entrevista à CNN Brasil neste domingo, 5, que sua extradição para o Brasil "não vai acontecer". Segundo ele, o pedido de asilo apresentado às autoridades norte-americanas tramita paralelamente ao processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro.

"A gente está em segurança, lutando pelo nosso Brasil aqui nos Estados Unidos", disse Ramagem no estádio MetLife Stadium, em Nova Jersey, instantes antes da partida entre Brasil e Noruega pela Copa do Mundo.

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Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado, a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado, no processo da suposta trama golpista. A condenação inclui os crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele nega as acusações.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, Ramagem deixou o Brasil pela fronteira entre Roraima e Guiana logo depois da condenação, apesar de estar proibido pelo STF de sair do país. Em seguida, entrou nos Estados Unidos com passaporte diplomático e, por isso, é considerado foragido da Justiça brasileira.

Ramagem nega suposta tentativa de golpe

Ao comentar sua situação, Ramagem afirmou à CNN Brasil que as autoridades brasileiras tentaram deportá-lo "clandestinamente". "Como eles sabem que a extradição não vai acontecer, porque sabem que é uma farsa, eles tentaram me deportar clandestinamente", declarou.

O ex-diretor da Abin também voltou a negar a existência da tentativa de golpe de Estado e classificou o processo como perseguição política. Além disso, afirmou que pretende retornar ao Brasil depois das eleições presidenciais. "Com essa luta, vamos virar 2027, [com a eleição de] Flávio Bolsonaro e a gente volta pro Brasil", disse à emissora.

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro durante evento com mulheres conservadoras no Lago Sul, área nobre de Brasília | Foto: Divulgação/Equipe Flávio

Ramagem foi preso em 13 de abril pelo ICE, órgão de imigração e controle de aduanas dos EUA, depois de ser abordado em uma infração de trânsito em Orlando, na Flórida. A prisão ocorreu porque seu visto havia vencido. Ele foi solto dois dias depois, sem pagamento de fiança, e permanece no país enquanto aguarda a análise do pedido de asilo, apresentado sob alegação de perseguição política.

Ramagem também perdeu o mandato de deputado federal em dezembro, por decisão da Mesa Diretora da Câmara, em razão de faltas consecutivas.

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