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PT mantém ato na Avenida Paulista na véspera do 1º turno apesar de proibição da Prefeitura

PT mantém ato na Avenida Paulista na véspera do 1º turno apesar de proibição da Prefeitura

Brasil Estado | 01/10/2026 às 16:00 | há 1 semana | 6 min de leitura

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu manter a caminhada prevista para o próximo sábado, 3, na Avenida Paulista, em frente à Alameda Ministro Rocha de Azevedo. A decisão do diretório petista ocorre mesmo depois da proibição, pela Prefeitura de São Paulo, de eventos na principal avenida da capital paulista nos dias 3 e 4 de outubro, véspera e data do primeiro turno das eleições deste ano.

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O PT criticou a decisão da gestão municipal, que determinou o veto por meio da Subprefeitura da Sé. Para o diretório petista, a prefeitura criou uma controvérsia indevida ao tentar impedir a caminhada. Segundo uma nota do partido, “atos eleitorais desse tipo não dependem de autorização prévia, mas apenas de comunicação aos órgãos públicos”. O PT afirma ter cumprido essa exigência em reunião com representantes da Subprefeitura, da Polícia Militar, da GCM, da CET e da SPTrans.

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A legenda alega que o pedido do TRE-SP e a portaria municipal determinam a liberação da Avenida Paulista apenas no domingo de eleição, dia 4, e não no sábado. A nota também menciona o calendário eleitoral, que permite caminhadas, carreatas e passeatas até as 22h da véspera da votação.

O PT acrescentou que vai manter o ato de sábado e que pretende adotar medidas jurídicas e administrativas para garantir a realização da caminhada com segurança.

Prefeitura de São Paulo veta ato do PT

Já a gestão do prefeito Ricardo Nunes alega que, além da proibição de eventos nos dias 3 e 4 de outubro, “fica impedida a montagem de carreta de som e palco na Avenida Paulista”.

A prefeitura se baseia em uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que determinou que a Avenida Paulista permaneça desimpedida durante os dias 3, 4, 24 e 25 de outubro de 2026, correspondentes às vésperas e às datas do primeiro e do eventual segundo turno das eleições.

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"O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas", afirmou a gestão do município. "Em cumprimento a essa determinação, a Subprefeitura editou portaria suspendendo o funcionamento do Programa Ruas Abertas da Avenida Paulista e de todas as feiras da região nos domingos de eleição."

A prefeitura acrescentou que já notificou o Diretório Estadual do PT sobre a impossibilidade de realização de evento solicitado na Avenida Paulista durante os dias 3, 4, 24 e 25 de outubro de 2026 por meio de ofício.

https://www.youtube.com/watch?v=7MWY7fr3oEA

Leia a nota da Prefeitura na íntegra

"A Prefeitura de São Paulo, por meio da Subprefeitura Sé, informa que nenhum evento poderá ser realizado na Avenida Paulista nos dias 03 e 04 de outubro. Fica também impedida a montagem de carreta de som e palco no endereço. A negativa atende a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo (TRE-SP), que determinou que a Avenida Paulista seja mantida desimpedida durante a integralidade dos dias 03, 04, 24 e 25 de outubro de 2026. O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas. Em cumprimento a essa determinação, a Subprefeitura editou portaria suspendendo o funcionamento do Programa Ruas Abertas da Avenida Paulista e de todas as feiras da região nos domingos de eleição (04 e 25 de outubro). O Diretório Estadual do partido já foi notificado sobre a impossibilidade de realização de evento solicitado na Avenida Paulista durante os dias 03, 04, 24 e 25 de outubro de 2026 por meio de Ofício."

Leia a nota do PT na íntegra

"O PT lamenta a tentativa da Prefeitura de São Paulo de criar confusão em torno da realização do ato, o que abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda.

Eventos eleitorais dessa natureza não dependem de autorização prévia do poder público, cujo papel é garantir segurança de todos. A legislação estabelece a necessidade de comunicação prévia justamente para garantir a organização do espaço público e evitar a coincidência de atos no mesmo local e horário. Essa comunicação foi devidamente realizada pelo partido.

Na quarta-feira (30/9), representantes do Diretório Estadual do PT participaram de reunião com a Subprefeitura, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a CET e a SPTrans para tratar da operação da caminhada. O evento e seu percurso foram apresentados aos órgãos responsáveis, e a reunião foi registrada e lavrada em ata.

Estranhamente, após a reunião, a prefeitura comunicou ao partido e à imprensa que a caminhada não poderia ser realizada, sob a justificativa de que o TRE/SP solicitou que avenida Paulista fique desobstruída nos dias 3 e 4. O ofício do TRE-SP requisita a abertura da Avenida Paulista para a circulação de veículos no domingo de eleição. A própria portaria municipal determina a suspensão do Programa Ruas Abertas especificamente no domingo, 4 de outubro, dia da votação. Não há, nesses documentos, determinação equivalente para o sábado (3/10).

Também não há proibição eleitoral à realização da caminhada. Ao contrário: o calendário oficial da Justiça Eleitoral prevê expressamente a possibilidade de caminhadas, carreatas e passeatas até as 22h do sábado, véspera da eleição.

O PT não aceitará que uma determinação legítima destinada a garantir a circulação na Avenida Paulista durante o dia da votação seja utilizada como justificativa para impedir ou dificultar um ato público no dia anterior. Portanto, vamos, sim, realizar este grande encontro. A caminhada deste sábado (3/10) está mantida. Não há razão para recuo diante do exercício legítimo de um direito democrático. O PT seguirá tomando todas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis para assegurar a realização do ato, com segurança e organização, e para garantir o pleno exercício do direito à manifestação."

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